A Equipe de Desenvolvimento de Software (EDS) de um tribunal de contas está trabalhando na construção de componentes de um novo sistema de software. Para verificar o funcionamento do software no nível de componente, a EDS deverá aplicar testes de caixa:
- A)branca, para validar parâmetros de entrada;
Errada, porque validar parâmetros de entrada é mais associado a testes de caixa preta, focados no comportamento externo do sistema.
- B)preta, para garantir que caminhos independentes dos componentes tenham sido testados;
Errada, porque garantir caminhos independentes é ideia de teste estrutural de caixa branca, mas o enunciado pede a descrição mais direta do exercício de decisões lógicas.
- C)branca do tipo análise de valor-limite;
Errada, porque análise de valor-limite é técnica típica de caixa preta, não de caixa branca.
- D)preta como alternativa a testes de caixa branca;
Errada, porque caixa preta não é alternativa a caixa branca no sentido do enunciado; são abordagens diferentes e complementares.
- E)branca, para exercitar decisões lógicas em seus lados verdadeiro e falso.
Certa, porque teste de caixa branca verifica a lógica interna do componente, inclusive as decisões nos resultados verdadeiro e falso.
Gabarito: E
Quando a questão fala em teste no nível de componente, a ideia é olhar o interior do software, isto é, a estrutura lógica do código. Isso é típico de teste de caixa branca, em que voce conhece o caminho interno, as decisões, os desvios e as condições do componente. Nada de “adivinhar” só pela entrada e saída: aqui a inspeção é por dentro mesmo. No teste de caixa branca, voce pode avaliar caminhos, condições, laços e decisões lógicas. Um ponto clássico é verificar se uma decisão foi exercitada nos dois resultados possíveis, verdadeiro e falso, porque isso ajuda a cobrir a lógica interna do componente. É justamente esse o tipo de verificação descrito na alternativa correta. A alternativa E está correta porque diz que o teste de caixa branca serve para exercitar decisões lógicas em seus lados verdadeiro e falso. Isso é linguagem bem alinhada com técnicas de teste estrutural, muito usadas em unidade e componente. Em livros clássicos de Engenharia de Software, como Pressman e Sommerville, isso aparece como cobertura de decisões e ramos. Já as alternativas que falam em validar parâmetros de entrada, análise de valor-limite ou usar caixa preta confundem técnicas. Valor-limite é técnica de caixa preta, e caixa preta não se preocupa com a estrutura interna do código. Em prova, a banca costuma misturar esses conceitos para ver se voce sabe separar “como o sistema se comporta” de “como ele foi implementado”.