A usabilidade e a ergonomia da interface gráfica são fundamentais para garantir que os sistemas desenvolvidos pela SEMCONGER sejam acessíveis e eficientes para os servidores. A aplicação de heurísticas de usabilidade e diretrizes ergonômicas permite minimizar erros e maximizar a eficiência no uso dos sistemas internos da instituição. Sobre as diretrizes, assinale a afirmativa correta.
- A)Interfaces gráficas devem evitar a padronização, pois cada sistema tem suas particularidades e deve ser único para cada setor da instituição.
Errada, porque interfaces devem buscar padronização e consistência para facilitar o uso e a aprendizagem, não virar algo diferente e confuso em cada setor.
- B)A ergonomia da interface diz respeito apenas à adaptação do software ao hardware disponível, sem considerar aspectos cognitivos dos usuários.
Errada, porque ergonomia de software também considera fatores cognitivos, como atenção, memória, percepção e carga mental do usuário.
- C)A interface gráfica deve priorizar a estética em detrimento da funcionalidade, pois usuários internos já possuem treinamento prévio para operar o sistema.
Errada, porque a interface deve equilibrar estética e funcionalidade, sem sacrificar a usabilidade em nome da aparência.
- D)O desenvolvimento da interface gráfica deve seguir padrões de acessibilidade e usabilidade, incluindo contraste adequado, navegação intuitiva e feedbacks claros ao usuário.
Certa, porque segue princípios de acessibilidade e usabilidade ao prever contraste adequado, navegação intuitiva e feedback claro ao usuário.
Gabarito: D
Quando falamos em usabilidade e ergonomia de interface, a ideia central é simples: o sistema precisa ajudar o usuário, e não fazer ele sofrer para descobrir onde clicar. Em concurso, isso aparece muito ligado a princípios clássicos de usabilidade, como os de Nielsen, e a diretrizes ergonômicas que privilegiam clareza, consistência, feedback e facilidade de aprendizado. Na prática, uma boa interface gráfica deve ser intuitiva, padronizada e acessível. Isso inclui contraste adequado, organização visual, navegação que faça sentido, mensagens de erro úteis e respostas rápidas do sistema para as ações do usuário. Assim, você reduz falhas, acelera tarefas e evita aquela sensação de "cadê o botão que eu preciso?". É por isso que o gabarito está na alternativa D. Ela reúne exatamente os elementos esperados em uma boa interface: padrões de acessibilidade e usabilidade, contraste adequado, navegação intuitiva e feedbacks claros. Isso conversa com boas práticas de projeto centrado no usuário e também com a preocupação normativa de acessibilidade, como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), que reforça a necessidade de acessibilidade em sistemas e serviços. As demais alternativas tentam inverter a lógica: em vez de facilitar a vida do usuário, propõem improviso, desprezo pela cognição humana ou foco excessivo em aparência. Em prova, desconfie sempre de opções que tratam usabilidade como enfeite. Interface bonita que ninguém consegue usar não é solução, é armadilha.