O Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico (eMAG) consiste de um conjunto de recomendações a ser considerado para que o processo de acessibilidade dos sítios e portais do governo brasileiro seja conduzido de forma padronizada e de fácil implementação. Em relação ao processo para se desenvolver sítios e portais acessíveis seguindo o eMAG, analise as afirmativas a seguir. I. Para se criar um ambiente on-line efetivamente acessível é necessário, primeiramente, que o código esteja dentro dos padrões Web internacionais definidos pelo W3C. II. As diretrizes ou recomendações de acessibilidade explicam como tornar o conteúdo Web acessível a todas as pessoas, destinando-se aos criadores de conteúdo Web (autores de páginas e criadores de sítios) e aos programadores de ferramentas para criação de conteúdo. III. Após a construção do ambiente on-line, de acordo com os padrões Web e as diretrizes de acessibilidade, não é necessário testá-lo para garantir sua acessibilidade. IV. No que diz respeito às diretrizes de acessibilidade, é necessário realizar, inicialmente, uma validação automática, que é feita através de softwares ou serviços on-line que ajudam a determinar se um sítio respeitou ou não as recomendações de acessibilidade, gerando um relatório de erros. Uma das ferramentas que podem ser utilizadas é o ASES, avaliador e simulador de acessibilidade em sítios. Está correto o que se afirma em
- A)I, II, III e IV.
Esta alternativa afirma que as quatro proposições estão corretas, incluindo a ideia de que, depois de construir o ambiente on-line, não seria necessário testá-lo. Isso não procede, porque a acessibilidade web exige verificação posterior, com validação automática e análise manual, já que padrões e diretrizes não garantem sozinhos que o sítio funcione bem com tecnologias assistivas. Como a afirmativa III está errada, o conjunto inteiro da alternativa também fica incorreto.
- B)I, apenas.
Aqui se sustenta que apenas a afirmativa I estaria correta, isto é, que a acessibilidade depende, em primeiro lugar, de o código seguir padrões Web internacionais do W3C. Essa base é verdadeira, mas a alternativa ignora que a II também está correta ao definir o papel das diretrizes de acessibilidade, e que a IV também está correta ao prever validação automática com ferramentas como o ASES. Como há mais de uma proposição verdadeira, a alternativa fica incompleta.
- C)II e III, apenas.
A alternativa diz que somente as afirmativas II e III estão corretas. A II realmente está certa ao explicar que as diretrizes de acessibilidade orientam criadores de conteúdo e desenvolvedores de ferramentas, mas a III está errada porque acessibilidade deve ser testada e validada após a construção do sítio. Além disso, a alternativa deixa de fora as afirmativas I e IV, que também estão de acordo com o eMAG.
- D)III e IV, apenas.
Esta opção considera corretas apenas as afirmativas III e IV, partindo da ideia de que não seria preciso testar o sítio após pronto e de que a validação automática com ferramentas como o ASES é necessária. O problema é que a III contraria a lógica da acessibilidade web, pois o atendimento às recomendações precisa ser verificado depois do desenvolvimento, não dispensado. A IV está certa, mas a presença da III torna a alternativa incorreta, além de ela omitir as afirmativas I e II, que também são verdadeiras.
- E)I, II e IV, apenas.
Esta é a alternativa correta porque reúne as proposições verdadeiras: a I destaca a importância de o código respeitar padrões Web do W3C, o que favorece interoperabilidade e leitura por tecnologias assistivas; a II define corretamente as diretrizes de acessibilidade como orientações voltadas a autores de conteúdo e desenvolvedores de ferramentas; e a IV descreve adequadamente a validação automática inicial, inclusive com o ASES, que gera relatórios de conformidade e falhas. Ela exclui a III, que está errada ao afirmar que não seria necessário testar o sítio após sua construção.
Gabarito: E
O eMAG é o manual brasileiro que traduz a ideia de acessibilidade para o dia a dia dos sites e portais do governo. A lógica é simples: não basta “ficar bonito”, o conteúdo precisa ser navegável, compreensível e utilizável por qualquer pessoa, inclusive com tecnologias assistivas. Ele se inspira em padrões internacionais do W3C, especialmente nas recomendações de acessibilidade da Web, que servem como base técnica para a implementação. Na questão, a afirmativa II está correta porque as diretrizes de acessibilidade realmente explicam como tornar o conteúdo Web acessível e se destinam tanto aos autores de conteúdo quanto aos desenvolvedores de ferramentas. Isso bate com a finalidade clássica das diretrizes de acessibilidade: orientar quem cria e quem desenvolve. A afirmativa IV também está correta. No processo de verificação de acessibilidade, a validação automática é uma etapa inicial importante, feita por softwares ou serviços on-line que apontam problemas e geram relatórios. O ASES é justamente uma ferramenta conhecida nessa avaliação, muito cobrada em prova. A III está errada porque não existe essa história de “construí, segui padrões e pronto, não precisa testar”. Acessibilidade precisa ser testada, inclusive porque nem tudo é detectado automaticamente. Já a I, no contexto do eMAG e do uso dos padrões Web do W3C como base para acessibilidade, é considerada correta pela banca. Por isso, o gabarito é E: I, II e IV.