A validação de requisitos é o processo pelo qual se verifica se os requisitos definem o sistema que o cliente deseja. A validação de requisitos está preocupada em encontrar problemas com os requisitos. Ela é importante porque erros em um documento de requisitos podem gerar altos custos de retrabalho quando descobertos durante o desenvolvimento ou após o sistema já estar em serviço. (SOMMERVILLE, 2011, p. 77.) Considerando os tipos de verificação de requisitos, relacione adequadamente as colunas a seguir. 1. Verificações de validade. 2. Verificações de consistência. 3. Verificações de completude. 4. Verificações de realismo. 5. Verificabilidade. ( ) Usando o conhecimento das tecnologias existentes, os requisitos devem ser verificados para assegurar que realmente podem ser implementados. Devem ser considerados o orçamento e o cronograma para o desenvolvimento do sistema. ( ) Um usuário pode pensar no que é necessário em um sistema para executar determinadas funções. No entanto, maior reflexão e análise mais aprofundada podem identificar funções necessárias, adicionais ou diferentes. ( ) Para reduzir o potencial de conflito entre o cliente e o contratante, os requisitos do sistema devem ser passíveis de verificação. Isso significa que é possível escrever um conjunto de testes que demonstrem que o sistema entregue atenda a cada requisito especificado. ( ) O documento de requisitos deve incluir requisitos que definam todas as funções e as restrições pretendidas pelo usuário do sistema. ( ) Requisitos no documento não devem entrar em conflito, ou seja, não devem haver restrições contraditórias ou descrições diferentes da mesma função do sistema. A sequência está correta em
- A)2, 3, 1, 5, 4.
Errada, porque embaralha os conceitos: começa por consistência e termina por realismo, mas o primeiro enunciado fala de viabilidade técnica, orçamento e prazo, o que é realismo.
- B)5, 4, 3, 2, 1.
Errada, pois troca todas as definições: o item sobre viabilidade vira verificabilidade e o de testes vira validade, então a correspondência não fecha.
- C)4, 1, 5, 3, 2.
Certa, porque relaciona corretamente realismo, validade, verificabilidade, completude e consistência, exatamente na ordem apresentada.
- D)3, 2, 4, 1, 5.
Errada, porque coloca completude e consistência antes de realismo e validade, invertendo as definições dadas no enunciado.
- E)1, 5, 2, 4, 3.
Errada, já que associa o primeiro trecho à validade e o segundo à completude, quando os termos corretos são outros.
Gabarito: C
Na validação de requisitos, a ideia é simples: antes de gastar tempo e dinheiro no desenvolvimento, você confere se o que foi documentado faz sentido, se pode ser construído e se representa o que o cliente realmente quer. Em Engenharia de Requisitos, isso costuma aparecer em cinco checagens clássicas: validade, consistência, completude, realismo e verificabilidade, muito associadas ao Sommerville. A validade olha para o ponto de vista do usuário: o requisito realmente atende a uma necessidade real? Se uma análise mais profunda mostra funções adicionais ou diferentes, estamos nessa lógica de descobrir se o sistema está, de fato, cobrindo o que deveria. Já a consistência verifica se não há conflito entre requisitos, como uma regra dizendo uma coisa e outra dizendo o oposto. Aqui, o documento não pode virar um debate interno entre suas próprias frases. O realismo confere se aquilo é viável com a tecnologia, o orçamento e o prazo disponíveis. A verificabilidade exige que o requisito possa ser testado objetivamente, isto é, que você consiga montar testes para provar que ele foi atendido. E a completude pede que todas as funções e restrições pretendidas estejam ali, sem deixar buracos importantes no documento. Por isso, o gabarito é a sequência C: 4, 1, 5, 3, 2. Cada descrição do enunciado encaixa exatamente em realismo, validade, verificabilidade, completude e consistência, nessa ordem. É a clássica questão de concurso que troca os nomes, mas entrega as pistas na cara do gol.