A capacidade de um sistema de continuar operando sem interrupção, apesar de haver algum problema em um ou mais componentes desse sistema, é denominada
- A)array de discos.
Array de discos é uma técnica de armazenamento, não o nome da capacidade de manter o sistema operando diante de falhas.
- B)número de unidade lógica.
Número de unidade lógica não tem relação com continuidade operacional e parece referir-se a identificação de recurso de armazenamento.
- C)plano de continuidade.
Plano de continuidade é um conjunto de إجراءات para manter ou retomar atividades após incidentes, mas não define a propriedade de continuar operando sem interrupção.
- D)tolerância a falhas.
Tolerância a falhas é exatamente a capacidade de um sistema continuar funcionando mesmo quando um ou mais componentes apresentam problema.
- E)cópia de segurança.
Cópia de segurança serve para recuperação de dados, não para garantir que o sistema siga operando durante a falha.
Gabarito: D
A questão trata de uma ideia central em confiabilidade de sistemas: continuar funcionando mesmo quando um componente falha. Em linguagem de prova, isso é a famosa tolerância a falhas, isto é, o sistema foi projetado para não parar de repente por causa de um defeito isolado. Em vez de “apagar as luzes” ao primeiro problema, ele segue operando, muitas vezes com mecanismos de redundância e troca automática de partes. Isso é bem diferente de simples prevenção ou recuperação posterior. A banca CESPE/CEBRASPE gosta de cobrar o conceito pelo nome técnico correto. Quando o enunciado fala em operação sem interrupção apesar de falha em um ou mais componentes, o termo adequado é tolerância a falhas. A lógica é: houve falha em um pedaço, mas o serviço continua. Se a ideia fosse apenas salvar dados para usar depois, aí estaríamos falando de cópia de segurança. Se fosse organizar um retorno após desastre, seria plano de continuidade. Na prática, sistemas tolerantes a falhas usam recursos como redundância, espelhamento e mecanismos de failover. Não é “mágica”, é engenharia: você cria caminhos alternativos para que o usuário mal perceba o problema. É o tipo de solução que faz o sistema agir como um mestre zen: um componente cai, mas a operação segue tranquila. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Ela nomeia exatamente a capacidade descrita no enunciado, que é a de manter o serviço ativo mesmo com falhas internas. É um conceito clássico de engenharia de software e de arquitetura de sistemas, frequentemente associado à confiabilidade e disponibilidade.