O protótipo pode ser considerado
- A)uma representação da funcionalidade.
Errada, porque representar a funcionalidade de forma genérica não define bem o protótipo, já que ele costuma ser uma simulação interativa da solução.
- B)um desenho básico da interface.
Errada, pois um desenho básico da interface é apenas um esboço, mais próximo de wireframe do que de protótipo navegável.
- C)o conceito criativo do produto.
Errada, porque conceito criativo do produto descreve a ideia inicial, não a materialização do sistema em forma de protótipo.
- D)a disposição das informações na tela.
Errada, já que a disposição das informações na tela é um aspecto de layout ou wireframe, mas ainda não caracteriza um protótipo completo.
- E)uma interface navegável.
Certa, porque o protótipo pode ser entendido como uma interface navegável que simula a interação do usuário com o sistema.
Gabarito: E
Em prototipação, o objetivo é tirar a ideia do papel e dar a você uma amostra concreta de como o sistema pode funcionar. O protótipo ajuda a validar requisitos, testar usabilidade e descobrir problemas cedo, antes de gastar tempo e dinheiro com o produto final. Pense nele como um "ensaio geral" do software: ainda não é o espetáculo completo, mas já mostra se o caminho faz sentido. Na prática, o protótipo pode ser de baixa fidelidade, como rascunhos e telas simples, ou de alta fidelidade, quando já parece bem próximo da solução real. O ponto central é que ele permite interação, ainda que parcial. Por isso, na linguagem de Engenharia de Software, ele é mais do que um desenho bonito: ele pode ser uma versão navegável, com telas ligadas entre si e fluxos básicos de uso. É exatamente aí que o gabarito E entra com força. Uma interface navegável representa melhor a ideia de protótipo porque você consegue percorrer a solução, clicar, simular ações e perceber se a experiência faz sentido. Isso está alinhado ao uso clássico de protótipos na elicitação e validação de requisitos, bastante cobrado em prova, inclusive em abordagens de engenharia de software descritas por autores como Pressman e Sommerville. Em resumo: protótipo não é só aparência, nem só um desenho estático. Ele precisa permitir alguma interação para cumprir sua função de testar a solução com o usuário. Se a banca fala em protótipo, desconfie de respostas muito paradas e procure a ideia de navegação, simulação ou interação.