A capacidade de um produto de software de manter um nível de desempenho segundo condições específicas de uso, medida por meio de atributos de qualidade, como capacidade de tolerância a falhas, maturidade e recuperabilidade, é conhecida como
- A)funcionalidade.
Errada, porque funcionalidade diz respeito a o software oferecer as funções certas, e não à capacidade de manter desempenho sob falhas e uso contínuo.
- B)confiabilidade.
Certa, pois confiabilidade é justamente a aptidão do software para manter desempenho em condições específicas, envolvendo tolerância a falhas, maturidade e recuperabilidade.
- C)usabilidade.
Errada, porque usabilidade se relaciona à facilidade de aprendizado e operação pelo usuário, não à estabilidade interna do sistema.
- D)manutenibilidade.
Errada, porque manutenibilidade é a facilidade de corrigir, adaptar e evoluir o software, e não a sua resistência a falhas em uso.
- E)eficiência.
Errada, porque eficiência trata do uso adequado de tempo, memória e outros recursos, sem ser o conceito descrito no enunciado.
Gabarito: B
Essa questão cobra um atributo clássico de qualidade de software: confiabilidade. Quando o enunciado fala em manter um nível de desempenho sob condições específicas de uso, ele está descrevendo a capacidade do software de continuar funcionando de forma estável e consistente, mesmo quando o uso traz desafios e falhas podem ocorrer. Na prática, é o software que não “pira” no meio do caminho. Dentro desse conceito, entram atributos como tolerância a falhas, maturidade e recuperabilidade. Ou seja: o sistema resiste a problemas, falha menos, e, se der ruim, consegue se recuperar bem. Isso é exatamente a ideia de confiabilidade nas classificações tradicionais de qualidade, como as da ISO/IEC 9126 e, mais modernamente, da ISO/IEC 25010. Por isso, o gabarito é a letra B. As outras alternativas tratam de coisas importantes, mas diferentes: funcionalidade tem a ver com fazer o que deve fazer, usabilidade com facilidade de uso, manutenibilidade com facilidade de alterar e corrigir, e eficiência com bom uso de recursos. Aqui, o foco não é performance pura nem interface amigável, e sim estabilidade e confiança no comportamento do software. Se você lembrar de três palavras-chave - falhas, recuperação e constância de desempenho - você mata essa questão sem sofrer. A banca gosta muito de trocar definições parecidas para ver se você confunde qualidade operacional com qualidade de uso.