A ferramenta de controle de versão Subversion (SVN)
- A)é considerada um sistema peer-to-peer e, embora seja uma ferramenta proprietária que requer aquisição de licença para uso, pode rodar (executar) usando o servidor Apache.
Errada: o SVN não é peer-to-peer nem proprietário, pois é uma solução de controle de versão centralizada e de software livre.
- B)suporta commits atômicos, sem deixar inconsistências, mesmo diante de problemas que ocorrem na rede ou no servidor.
Certa: o SVN suporta commits atômicos, garantindo que a atualização seja concluída integralmente ou não seja aplicada, evitando inconsistências.
- C)tem como principal desvantagem o fato de não permitir as operações file-lock ou checkout reservado.
Errada: o SVN não tem como desvantagem a ausência de file-lock ou checkout reservado, pois ele suporta bloqueio de arquivos quando necessário.
- D)fornece automaticamente uma camada extra de proteção a arquivos e pastas adicionais armazenados por ela, os quais, por isso, não podem ser corrompidos pelo usuário.
Errada: o SVN não cria automaticamente uma proteção extra contra corrupção de arquivos e pastas adicionados; ele apenas gerencia versões e histórico.
- E)mantém um histórico detalhado de todos os arquivos removidos, com exceção daqueles que foram renomeados.
Errada: o SVN mantém histórico também de exclusões e renomeações, então não faz sentido dizer que faltam registros para arquivos removidos ou renomeados.
Gabarito: B
O Subversion (SVN) é uma ferramenta de controle de versão centralizada, muito usada para registrar alterações em arquivos e diretórios ao longo do tempo. A ideia é simples: cada mudança relevante fica guardada no repositório, permitindo comparar versões, recuperar históricos e trabalhar em equipe com mais organização. Não é sistema peer-to-peer, nem ferramenta proprietária. O SVN é software livre e pode ser usado em diferentes ambientes, inclusive integrado ao servidor Apache. O ponto-chave da questão está no fato de que o SVN realiza commits atômicos. Isso significa que uma operação de gravação no repositório acontece por inteiro ou não acontece de forma alguma. Se houver falha na rede, queda do servidor ou qualquer interrupção no meio do caminho, o repositório não fica em estado meio gravado, evitando inconsistências. Em outras palavras: ou a alteração entra completa, ou nada é aplicado. Esse comportamento é um princípio clássico de integridade em gerência de configuração. A ferramenta trabalha para preservar a consistência do repositório, que é justamente o cofre das versões. Se a banca fala em transação sem inconsistência mesmo com problema de rede ou servidor, ela está descrevendo a lógica de atomicidade do commit no SVN. Por isso, o gabarito é a letra B. As demais alternativas misturam conceitos de outros sistemas, exageram proteções que não existem ou trazem afirmações incorretas sobre recursos do SVN.