Tipicamente, a gestão de projetos é adotada quando se deseja empreender tarefas
- A)repetitivas, sob prazo indeterminado e de forma rotineira.
Errada, porque tarefa repetitiva, rotineira e sem prazo definido descreve operação, não projeto.
- B)específicas, sob prazo indeterminado e de forma não rotineira.
Errada, porque projeto não é de prazo indeterminado; além disso, o caráter não rotineiro até ajuda, mas falta a temporariedade correta.
- C)específicas, sob prazo determinado e de forma não rotineira.
Certa, porque projeto envolve tarefa específica, temporária, com prazo determinado e natureza não rotineira.
- D)repetitivas, sob prazo determinado e de forma rotineira.
Errada, porque repetitividade e rotina são marcas de processos operacionais, não de projetos.
- E)recorrentes, sob prazo indeterminado e de forma rotineira.
Errada, porque recorrência e prazo indeterminado são características de atividade contínua, não de projeto.
Gabarito: C
Gestão de projetos existe para organizar um trabalho que tem começo, meio e fim. Em outras palavras, projeto não é rotina: ele nasce para entregar algo específico, com escopo definido, prazo combinado e um resultado que não fica se repetindo todo dia. É por isso que faz sentido falar em “projeto” quando a tarefa é mais parecida com uma missão do que com uma operação de praxe. Na prática, isso diferencia projeto de atividade rotineira. Atividade repetitiva, contínua e sem fim previsível combina mais com processos e operações. Já o projeto exige planejamento, acompanhamento e controle porque há uma entrega única a ser alcançada. Esse é o raciocínio clássico em gestão de projetos e bate com a visão consolidada em referências como o PMBOK: projeto é um esforço temporário para criar um produto, serviço ou resultado único. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela acerta ao dizer que a gestão de projetos é adotada para tarefas específicas, sob prazo determinado e de forma não rotineira. É exatamente o pacote completo do projeto: algo singular, temporário e com objetivo bem definido. Se a tarefa fosse repetitiva e sem prazo certo, a lógica já seria de operação, não de projeto. Em prova, a banca costuma explorar essa diferença com palavras que parecem sinônimas, mas não são. Fique atento: “recorrente”, “rotineira” e “prazo indeterminado” costumam puxar a questão para fora do universo de projetos.