Os profissionais técnicos de aplicativos responsáveis por plataformas, arquitetura e integração devem racionalizar inovações recentes para revitalizar seus portfólios de aplicativos. A modernização da arquitetura e da entrega de aplicativos e integração é necessária para oferecer suporte à agilidade comercial sustentável. Nesse contexto, é correto
- A)tratar a arquitetura e a tecnologia isoladamente, de forma que processos, estrutura organizacional e plataformas somente sejam acoplados quando finalizados.
Errada, porque arquitetura e tecnologia não devem ser tratadas isoladamente nem acopladas só no fim; o ideal é alinhá-las desde o início para evitar dependências ruins.
- B)realizar a modernização para todos os produtos e cenários possíveis de uma vez, abrangendo todos os serviços, ainda que haja maiores riscos.
Errada, porque modernização feita de uma vez para tudo aumenta risco, custo e chance de falha; a abordagem correta costuma ser incremental e priorizada.
- C)implantar as aplicações em multicloud na arquitetura de microsserviços e somente aplicar princípios de desenvolvimento ágil e DevOps, se ambas implantações ocorrerem com sucesso.
Errada, porque multicloud, microsserviços, ágil e DevOps não são etapas condicionadas umas às outras; além disso, a lógica proposta está artificial e sem sentido prático.
- D)priorizar a liberação de atualizações para toda a organização (big bang), evitando os princípios de aplicativos de malha (mesh app) e MASA (mesh app and service architecture).
Errada, porque o modelo big bang é justamente o que se evita em modernização segura, e mesh app/MASA apontam para uma arquitetura mais integrada e evolutiva, não para bloqueio.
- E)criar APIs (application programming interface) para que os aplicativos as usem de modo que não haja acesso direto ao banco de dados, ou seja, tornar os aplicativos fracamente acoplados.
Certa, porque usar APIs para evitar acesso direto ao banco reduz acoplamento entre aplicativos e dados, facilitando integração, manutenção e evolução da arquitetura.
Gabarito: E
Em modernização de aplicativos, a ideia central não é sair mexendo em tudo de uma vez, como se fosse reforma com o prédio ainda funcionando. O caminho mais seguro é reduzir acoplamento, organizar camadas e criar interfaces claras para que um componente não dependa diretamente dos detalhes internos de outro. Isso aumenta a capacidade de evoluir a solução sem quebrar o resto do sistema. Na prática, uma das estratégias mais importantes é expor funcionalidades por meio de APIs. Assim, os aplicativos consomem serviços sem acessar diretamente o banco de dados, o que protege a estrutura interna, facilita integração e melhora a manutenção. Quando a aplicação conversa por interfaces bem definidas, você ganha flexibilidade para trocar tecnologia, escalar partes específicas e evoluir a arquitetura com menos dor de cabeça. Esse raciocínio é muito alinhado com princípios de arquitetura moderna, microsserviços e integração por serviços: baixo acoplamento, alta coesão e separação entre consumidores e dados internos. Não existe milagre, mas existe disciplina arquitetural. E é justamente isso que a banca costuma cobrar: identificar a solução que reduz dependências e favorece a evolução contínua. Por isso, a alternativa correta é a que propõe criar APIs para que os aplicativos usem os serviços sem acesso direto ao banco de dados. Essa abordagem torna os aplicativos fracamente acoplados e é uma prática clássica de modernização de arquitetura e integração.