A estocagem subterrânea de gás natural (ESGN) foi definida pela nova lei do gás como “armazenamento de gás natural em formações geológicas produtoras ou não de hidrocarbonetos” e o regime de outorga para esta atividade passou a ser o de autorização para todos as modalidades de estocagem. Em relação às modalidades de estocagem subterrânea de gás natural, assinale a afirmativa correta.
- A)A estocagem em campos depletados de óleo e gás natural é a forma mais utilizada de ESGN, empregada em um campo cuja produção terminou ou está próxima ao fim.
Certa: a estocagem em campos depletados de óleo e gás é a modalidade mais utilizada e aproveita reservatórios já exauridos ou perto do fim da produção.
- B)Todo campo depletado pode ser utilizado para estocagem de gás natural.
Errada: nem todo campo depletado é tecnicamente adequado, pois é preciso verificar porosidade, permeabilidade, selo, integridade e segurança geológica.
- C)O aquífero também constitui uma formação rochosa porosa e permeável, porém tal estrutura é portadora de água, a qual é deslocada para profundidades maiores à medida que o gás é injetado. A atividade é permitida em qualquer aquífero, desde que esteja localizado próximo ao centro produtor.
Errada: aquíferos podem ser usados, mas não em qualquer local e nem apenas por estarem perto do centro produtor; exigem estudos rigorosos e maior complexidade operacional.
- D)A estocagem em aquífero representa uma opção mais barata que a estocagem em campos depletados, pois requer atividades de condicionamento menos complexas.
Errada: a estocagem em aquífero costuma ser mais complexa e, em regra, mais cara do que em campos depletados, pois demanda mais condicionamento e incerteza geológica.
- E)A estocagem em cavernas de sal apresenta atratividade econômica para pequenos volumes de gás armazenado, uma vez que possui baixas taxas de injeção e de retirada.
Errada: cavernas de sal são conhecidas por altas taxas de injeção e retirada, sendo mais vantajosas para flexibilidade operacional do que por baixa performance.
Gabarito: A
A estocagem subterrânea de gás natural (ESGN) é, em resumo, a ideia de guardar gás em formações geológicas adequadas para depois retirar quando o sistema precisar. A nova Lei do Gás (Lei 14.134/2021) trata essa atividade como armazenamento de gás natural em formações geológicas produtoras ou não de hidrocarbonetos e prevê regime de autorização para as modalidades de estocagem. Na prática, o ponto central da questão é reconhecer qual modalidade é mais tradicional e viável. A modalidade mais utilizada no mundo é a estocagem em campos depletados de óleo e gás, ou seja, em reservatórios que já produziram bastante e estão no fim de vida útil ou com produção muito reduzida. Isso faz sentido porque a jazida já foi testada pela natureza: a rocha reservatório, a armadilha e o selo já demonstraram capacidade de conter fluidos. Fica bem menos “tentativa e erro” do que começar do zero. Por isso, a alternativa A está correta. Ela descreve exatamente esse uso: um campo cuja produção terminou ou está próxima do fim, aproveitado para armazenar gás natural. Em doutrina técnica, essa é a opção mais difundida por aproveitar infraestrutura e conhecimento geológico já existentes, embora ainda exija avaliações de integridade, estanqueidade e comportamento do reservatório. As outras modalidades existem, mas têm características diferentes: aquíferos exigem mais estudos e condicionamento; cavernas de sal costumam ser caras para desenvolver, mas têm excelente desempenho operacional. Então, aqui a banca quer que você associe "campo depletado" com a solução clássica e mais usada de ESGN.