Atenção! Os tipos de processos de refino em uma refinaria podem ser classificados em: separação, conversão, tratamento e auxiliar. Com base nos fundamentos desses processos e nas principais unidades de refino de petróleo das refinarias nacionais, responda a questão seguinte. O processo de craqueamento catalítico em leito fluidizado (FCC) emprega uma carga que, em contato com catalisadores em altas temperaturas, sofre ruptura das cadeias moleculares (cracking), resultando em uma mistura de hidrocarbonetos que são posteriormente fracionados. Esse processo torna a refinaria mais flexível em relação à sua carga de alimentação, possibilitando uma melhor adaptação a óleos crus mais pesados. A carga típica do processo de FCC é a(o)
- A)nafta.
Nafta é uma fração leve e não é a carga típica do FCC, embora possa aparecer em outros esquemas de refino.
- B)GLP.
GLP já é um produto leve do refino, não uma carga adequada para o craqueamento catalítico em leito fluidizado.
- C)gasóleo.
Gasóleo é a carga típica do FCC, por ser uma fração mais pesada que pode ser quebrada em produtos mais leves e valiosos.
- D)butano.
Butano é um hidrocarboneto leve, usado como componente de GLP ou em outros usos, não como alimentação do FCC.
- E)coque.
Coque é um resíduo sólido gerado em processos de refino, não uma carga típica para o craqueamento catalítico.
Gabarito: C
O FCC, ou craqueamento catalítico em leito fluidizado, é uma das unidades mais importantes da refinaria porque pega frações mais pesadas e menos nobres do petróleo e as transforma em produtos mais leves e valiosos, como gasolina e GLP. Em vez de trabalhar com uma carga já leve, o processo prefere um material intermediário e pesado, que ainda tenha bastante molécula grande para ser quebrada pelo catalisador em alta temperatura. É justamente por isso que a carga típica do FCC é o gasóleo, especialmente o gasóleo de vácuo. Ele é pesado o suficiente para compensar o processo e, ao mesmo tempo, adequado para sofrer o cracking catalítico. A lógica é simples: a refinaria usa uma fração menos nobre como entrada e ganha produtos de maior valor na saída. Na prática, o FCC aumenta a flexibilidade da refinaria porque permite aproveitar melhor petróleos mais pesados. Isso é muito cobrado em concurso: FCC não é unidade para nafta, GLP, butano ou coque, e sim para frações médias-pesadas como gasóleos. A ideia central é converter moléculas grandes em menores, e não apenas separar ou tratar a carga. Então, o gabarito C está correto porque o gasóleo é a alimentação clássica do FCC. Se você lembrar que o FCC gosta de carga pesada e rende gasolina e gases leves, já mata boa parte das questões sobre refino.