A respeito de ações a serem aplicadas nos projetos de um Estabelecimento Assistencial de Saúde (EAS), analise as afirmativas a seguir. I. Utilização de fonte de segurança em substituição à energia elétrica das concessionárias. II. Projeto arquitetônico buscando o conforto térmico e lumínico de forma natural. III. Reuso de águas residuais para fins potáveis e limpeza. IV. Medição individualizada por setor. V. Sistema de condicionamento de ar por meio de inversores. Assinale a opção que indica apenas as diretrizes de sustentabilidade para Projetos de Arquitetura e Engenharia em Hospitais.
- A)I – II – IV.
Errada, porque a I trata de fonte de segurança para substituir a energia da concessionária, o que é medida de continuidade e segurança, não de sustentabilidade.
- B)I – III – IV.
Errada, porque a III é inadequada ao prever reuso de águas residuais para fins potáveis e a combinação não fecha com diretrizes sustentáveis de projeto hospitalar.
- C)II – IV – V.
Certa, porque II, IV e V são medidas típicas de sustentabilidade em EAS: conforto natural, medição por setor e eficiência energética com inversores.
- D)II – III – V.
Errada, porque a III não é diretriz válida para esse contexto e a alternativa mistura uma medida correta com outra que não atende ao enunciado.
- E)III – IV – V.
Errada, porque a III é problematica no uso potável e a combinação apresentada não corresponde ao conjunto de diretrizes sustentáveis.
Gabarito: C
Em projetos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, sustentabilidade não é só “economizar luz”. A ideia é adotar soluções que reduzam consumo de recursos, melhorem o desempenho ambiental e mantenham a operação do hospital segura e eficiente. Em hospitais, isso aparece em medidas como aproveitar iluminação e ventilação naturais quando possível, controlar melhor o uso de energia e dividir os consumos por setor para identificar desperdícios. A afirmativa II está correta porque o projeto arquitetônico pode, sim, buscar conforto térmico e lumínico com estratégias naturais, como orientação da edificação, sombreamento e aproveitamento da luz do dia. Isso é clássico de sustentabilidade: menos dependência de sistemas artificiais, sem abrir mão da segurança e da qualidade assistencial. A afirmativa IV também está correta, porque a medição individualizada por setor ajuda a monitorar o gasto real de água e energia em cada área, permitindo gestão mais eficiente. Em hospital, onde cada setor consome de um jeito, medir separado é quase um “raio-X” do desperdício. A afirmativa V fecha o trio certo: o uso de sistemas de condicionamento de ar com inversores melhora a eficiência energética, pois ajusta a operação à demanda real. Já a afirmativa III erra feio ao falar em reuso de águas residuais para fins potáveis, o que não se encaixa como diretriz sustentável em EAS por questão sanitária e de segurança. Em linhas gerais, a lógica dialoga com diretrizes de eficiência e sustentabilidade presentes em normas e referências de projeto para EAS, como a RDC ANVISA 50/2002 e práticas de projeto eficiente.