Frente a uma pessoa adulta, inconsciente, suspeitando de um caso de parada cardiorrespiratória, em ambiente extra-hospitalar, o técnico de enfermagem deve
- A)verificar pulso e expansibilidade torácica. Na ausência destes, delegar a ação de pedir ajuda e iniciar as compressões torácicas na frequência de 100 a 120/minuto.
Correta: traz a avaliação inicial, o acionamento de ajuda e o início das compressões na frequência recomendada de 100 a 120/minuto.
- B)abrir vias aéreas em manobra de “C” e “E”, insuflar duas vezes com ventilação boca a boca com proteção ou ambu, seguir com compressões de 60 a 90/minuto.
Errada: usa manobra de abertura de vias aéreas e ventilação de forma inadequada para o momento inicial, além de indicar frequência de compressões inferior à recomendada.
- C)solicitar ajuda com suporte avançado de vida e DEA, iniciando compressões cardíacas fortes, na frequência de 120 a 160/minuto e sem esperar retorno do tórax.
Errada: a frequência de 120 a 160/minuto está acima do recomendado e a conduta não deve aguardar suporte avançado para começar a RCP e usar DEA.
- D)alternar compressões torácicas com ventilação com ambu ou bolsa valva-máscara, na frequência de 15 compressões para cada 2 ventilações intensas.
Errada: a relação 15:2 não é a indicada para adulto em ressuscitação básica, e a alternativa ainda reforça ventilação em excesso.
- E)comprimir tórax a cada segundo, não deixando ocorrer seu retorno total, afundando 2/3 do diâmetro torácico e não ultrapassando a frequência de 100/minuto.
Errada: orienta compressão excessivamente rápida, sem retorno completo do tórax e com profundidade inadequada, contrariando as diretrizes.
Gabarito: A
Em suspeita de parada cardiorrespiratória em adulto, fora do hospital, a lógica é simples: perceber a inconsciência, acionar ajuda/DEA o mais cedo possível e iniciar compressões torácicas de alta qualidade sem perder tempo com manobras que atrasem o fluxo. Em emergência, atraso custa perfusão, e perfusão é o que o cérebro e o coração mais cobram na hora. No adulto, a checagem inicial inclui avaliar responsividade, pedir ajuda, acionar o serviço de emergência e buscar o DEA. Se houver dúvida sobre pulso e respiração normal, a conduta prática é começar a RCP rapidamente. As compressões devem ser fortes e rápidas, na frequência de 100 a 120 por minuto, com retorno completo do tórax entre elas. Isso é o padrão ensinado pelas diretrizes de suporte básico de vida da AHA e adotado em protocolos de emergência. O gabarito A está correto porque reúne os pontos centrais: verificar sinais de parada, acionar ajuda e iniciar compressões na frequência adequada. A ideia de delegar o pedido de ajuda também faz sentido em ambiente extra-hospitalar, para não interromper o início da ressuscitação. O detalhe da frequência é essencial: 100 a 120/min, e não mais lento nem exageradamente rápido. As demais alternativas escorregam em pontos clássicos: ventilação excessiva, relação compressão-ventilação errada, frequência fora do recomendado e até profundidade absurda. Em prova, a banca adora misturar termos técnicos bonitos com números errados para ver se você cai no canto da sereia.