O enfermeiro é responsável pela organização e controle do estoque de vacinas em uma unidade básica de saúde. Durante uma inspeção de rotina, percebe-se que o estoque inclui vacinas que estão próximas do vencimento. Marque a alternativa que descreve a melhor prática para garantir a utilização adequada dessas vacinas:
- A)Priorizar o uso das vacinas com vencimento mais próximo, garantindo rodízio do estoque.
Certa, porque aplica a lógica de rodízio do estoque, usando primeiro as vacinas com vencimento mais próximo.
- B)Aumentar a oferta de vacinas ao público-alvo sem respeitar os critérios do calendário vacinal.
Errada, porque a oferta de vacinas deve seguir o calendário vacinal e os critérios técnicos, não a pressa de consumo.
- C)Notificar imediatamente a vigilância sanitária sobre o vencimento iminente.
Errada, porque o simples vencimento iminente exige controle interno e planejamento, não notificação automática como solução principal.
- D)Realocar as vacinas para outra unidade com maior demanda, sem verificar a manutenção da cadeia de frio.
Errada, porque a transferência sem garantir a cadeia de frio pode comprometer a qualidade e a eficácia das vacinas.
Gabarito: A
Na imunização, estoque não é só "ter vacina na geladeira". O enfermeiro precisa controlar validade, temperatura, registro de entrada e saída e, principalmente, fazer o rodízio do estoque para que os imunobiológicos com vencimento mais próximo sejam utilizados primeiro. Isso evita perdas, desperdício de insumos públicos e mantém a assistência segura e organizada. Essa lógica é a clássica regra do PEPS/FIFO: primeiro que vence, primeiro que sai. Em sala de vacina e na unidade básica, essa prática é essencial para aproveitar adequadamente os frascos antes do prazo final, sempre respeitando o calendário vacinal e a cadeia de frio. Por isso, a alternativa A está correta: ela descreve exatamente a melhor conduta para reduzir perdas por vencimento iminente, priorizando o uso das vacinas que expiram antes. Em termos práticos, é gestão responsável do estoque, com foco em eficiência e segurança. As demais alternativas fogem do procedimento correto: ampliar aplicação sem critério é erro assistencial, notificação à vigilância não substitui o controle interno do estoque, e transferir vacinas sem garantir a conservação térmica pode comprometer a eficácia do imunobiológico. Na imunização, vacina fora do padrão de conservação é vacina com problema, mesmo que ainda esteja dentro da validade.