No Acolhimento à pessoa idosa, os profissionais de saúde devem estar atentos aos aspectos citados abaixo, com exceção do disposto na alternativa:
- A)Estabelecer uma relação respeitosa, considerando que, com a experiência de toda uma vida, as pessoas se tornam em geral mais sábias, desenvolvem maior senso de dignidade e prudência e esperam ser reconhecidas por isso
Correta, porque o atendimento ao idoso deve ser respeitoso e reconhecer sua história de vida, dignidade e autonomia.
- B)Partir do pressuposto de que o idoso é incapaz de compreender as perguntas que lhe são feitas ou as orientações que lhe são fornecidas e, em vista disso, sempre conversar inicialmente com o acompanhante, mesmo que o paciente esteja junto no mesmo local.
Errada, porque presume incapacidade do idoso e orienta excluir o paciente da comunicação inicial, o que contraria o acolhimento humanizado.
- C)Chamar a pessoa idosa por seu nome e manter contato visual, preferencialmente, de frente e em local iluminado, considerando um possível declínio visual ou auditivo.
Correta, pois chamar pelo nome e manter contato visual em local iluminado ajuda diante de possíveis déficits auditivos ou visuais.
- D)Utilizar uma linguagem clara, evitando a adoção de termos técnicos que podem não ser compreendidos.
Correta, porque linguagem clara e sem excesso de termos técnicos melhora a compreensão e o vínculo no atendimento.
Gabarito: B
No acolhimento à pessoa idosa, a regra de ouro é tratar com respeito, escuta e linguagem acessível. Isso vale tanto para a postura do profissional quanto para a forma de falar: chamar pelo nome, manter contato visual, evitar pressa e não usar “enfermês” cheio de termos técnicos. A ideia é facilitar a comunicação e preservar a autonomia da pessoa idosa, que não deve ser tratada como alguém “incapaz por definição”. Esse cuidado aparece nas diretrizes de humanização do atendimento e na Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, que reforçam a necessidade de comunicação adequada, vínculo e respeito à dignidade do idoso. Em outras palavras: idade avançada não apaga a capacidade de entender, participar e decidir. O profissional precisa avaliar cada caso, em vez de presumir limitação antes mesmo de ouvir o paciente. Por isso, a alternativa B está errada e é justamente a exceção pedida na questão. Ela parte do pressuposto de incapacidade do idoso e orienta falar primeiro com o acompanhante, mesmo com o paciente presente, o que é uma conduta discriminatória e incompatível com o acolhimento humanizado. O acompanhante pode ajudar, claro, mas não substitui automaticamente a conversa direta com a pessoa idosa. As demais alternativas trazem cuidados corretos: respeito, contato visual, uso do nome e linguagem clara. Em prova, quando aparecer atendimento ao idoso, pense em dignidade, autonomia, comunicação simples e nada de infantilizar o paciente. Idoso não é “visitante” da própria consulta.