A Tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pelo Mycobacterium tuberculosis (BRASIL, 2022). Sobre o risco de adoecimento por tuberculose nas populações vulneráveis, em comparação ao risco da população geral, assinale a alternativa CORRETA:
- A)Indígenas – 35 vezes maior
Errada, porque o risco de adoecimento em indígenas não é 35 vezes maior no padrão cobrado pela questão.
- B)Pessoas privadas de liberdade – três vezes maior
Errada, pois pessoas privadas de liberdade têm risco muito maior do que apenas três vezes em relação à população geral.
- C)Pessoas vivendo com HIV – 56 vezes maior
Errada, porque o valor de 56 vezes maior não é o número esperado para pessoas vivendo com HIV nessa questão.
- D)Pessoas em situação de rua – 25 vezes maior
Errada, já que pessoas em situação de rua têm risco elevado, mas não 25 vezes maior segundo o dado cobrado.
- E)Pessoas privadas de liberdade – 35 vezes maior
Certa, porque pessoas privadas de liberdade apresentam risco de adoecimento por tuberculose cerca de 35 vezes maior que o da população geral.
Gabarito: E
A tuberculose não atinge todo mundo do mesmo jeito: alguns grupos têm risco muito maior por causa de aglomeração, dificuldade de acesso aos serviços de saúde, barreiras sociais e maior exposição ao bacilo. É por isso que a vigilância em saúde olha com carinho, e com prioridade, para as populações vulneráveis. No Brasil, o Ministério da Saúde destaca que pessoas privadas de liberdade estão entre os grupos com maior risco de adoecimento por tuberculose, com risco cerca de 35 vezes maior do que o da população geral. Isso acontece porque o ambiente prisional favorece transmissão: muitos contatos próximos, circulação limitada de ar e demora para diagnóstico e tratamento. A alternativa E está correta exatamente por trazer esse dado epidemiológico. Já as demais trocam os números ou atribuem valores que não correspondem ao que é cobrado nas diretrizes oficiais de tuberculose. Em prova, pense assim: tuberculose + vulnerabilidade = atenção aos grupos prioritários do PNCT e do Ministério da Saúde. Aqui, o foco é reconhecer o grupo com o maior aumento de risco descrito no enunciado.