Segundo a American Association for Respiratory Care (AARC, 2007), as indicações básicas de oxigenoterapia são, EXCETO:
- A)Sat O2 < 88% durante a deambulação, exercício ou sono em portadores de doenças cardiorrespiratórias.
Certa, porque dessaturação durante deambulação, exercício ou sono em pacientes cardiorrespiratórios é indicação reconhecida de oxigenoterapia.
- B)Envenenamento por cianeto.
Certa, porque envenenamento por cianeto compromete a utilização celular do oxigênio e pode exigir suporte com oxigênio.
- C)PaO2 < 90 mmHg ou Sat O2 < 95% (em ar ambiente).
Errada, porque os critérios citados estão inadequados e não correspondem às indicações básicas da AARC para oxigenoterapia.
- D)Infarto Agudo do Miocárdio.
Certa, porque o infarto agudo do miocárdio é uma situação aguda em que a oferta de oxigênio pode ser necessária conforme a avaliação clínica.
- E)Intoxicação por gases (monóxido de carbono).
Certa, porque a intoxicação por monóxido de carbono é indicação clássica de oxigenoterapia.
Gabarito: C
Oxigenoterapia é a oferta de oxigênio em concentração maior que a do ar ambiente para corrigir ou prevenir hipóxia. Na prática, ela é indicada quando há sinais de baixa oxigenação, como queda de saturação, dessaturação ao esforço, em repouso ou durante o sono, além de situações agudas em que o tecido está recebendo pouco oxigênio. A AARC (2007) aponta indicações clássicas como saturação baixa em pacientes cardiorrespiratórios, infarto agudo do miocárdio e intoxicações que dificultam o transporte de oxigênio, como monóxido de carbono e cianeto. Nessas situações, o oxigênio funciona como um apoio imediato, quase um "respiro extra" para o organismo não entrar em sufoco metabólico. O gabarito é a letra C porque os valores informados estão fora do padrão de indicação básica. PaO2 menor que 90 mmHg e SatO2 menor que 95% em ar ambiente não representam, por si só, um critério clássico de necessidade de oxigenoterapia segundo a referência citada; esses números são altos demais para configurar hipoxemia relevante na maioria dos casos. Em resumo: oxigenoterapia não é para "qualquer número um pouco abaixo do ideal", e sim para situações com queda real da oxigenação ou risco claro de hipóxia. Em prova, a banca costuma trocar os pontos de corte e ampliar demais a indicação para ver se voce cai na armadilha.