Após um incêndio, um paciente foi encaminhado ao hospital com poucas áreas de superfície corporal queimadas. Deu entrada no pronto socorro acordado, lúcido e cooperativo. No entanto, apresentava sinais de rouquidão, cílios queimados e fuligem nos lábios. Nesse contexto, a imediata conduta esperada do técnico em enfermagem após deparar-se com esse quadro clínico é
- A)encaminhar o paciente para exames.
Errada, porque exames não vêm antes da prioridade vital de proteger a via aérea quando há sinais de inalação de fumaça.
- B)avaliar a dor e preparar medicações para controle.
Errada, porque controle da dor é importante, mas fica depois da estabilização respiratória e da segurança da via aérea.
- C)separar os materiais para possível intubação, a fim de garantir via aérea definitiva.
Certa, porque rouquidão e fuligem sugerem lesão inalatória e risco de obstrução, exigindo preparo para intubação imediata.
- D)realizar cálculo de superfície corporal queimada.
Errada, porque calcular superfície corporal queimada é útil, mas não supera a urgência de garantir a via aérea.
- E)colocar o paciente embaixo do chuveiro.
Errada, porque banhar o paciente não resolve o risco de obstrução aérea e pode até atrasar a conduta prioritária.
Gabarito: C
Em queimaduras, nem sempre o maior problema é a área queimada. Quando a vítima chega com rouquidão, cílios queimados e fuligem nos lábios, o alerta principal é lesão inalatória e risco de edema progressivo de via aérea. Isso pode piorar rápido, e a prioridade no atendimento segue a lógica do ABCDE: primeiro garantir via aérea, depois o resto. Rouquidão, fuligem em cavidade oral e sinais de exposição à fumaça sugerem que a situação pode fechar a via aérea de forma súbita. Por isso, a conduta imediata do técnico em enfermagem é preparar material para possível intubação e acionar a equipe, porque preservar a via aérea definitiva é uma urgência clássica no paciente queimado. A regra aqui é simples: queimadura pequena não significa caso pequeno quando o pescoço e a via aérea entram em cena.