Durante a realização do autoexame das mamas, é importante que as mulheres saibam que
- A)o autoexame não substitui os exames clínicos de rotina.
Correta, porque o autoexame é complementar e não substitui a avaliação clínica e os exames de rastreamento.
- B)as mamas e os mamilos devem ser simétricos.
Errada, pois mamas e mamilos podem ter assimetrias naturais, o que não significa doença.
- C)a realização do autoexame de mama é indicada durante o período menstrual.
Errada, porque a melhor orientação é observar as mamas fora do período menstrual, quando há menos dor e inchaço.
- D)é normal sentir dor e desconforto durante o autoexame de mama.
Errada, porque o autoexame deve ser feito de forma suave e não deve causar dor ou desconforto.
- E)a hereditariedade e o histórico de câncer de mama na família não interferem na frequência da realização do autoexame de mama e dos exames clínicos.
Errada, porque histórico familiar e hereditariedade influenciam sim o risco e podem alterar a atenção e o seguimento.
Gabarito: A
O autoexame das mamas é uma prática de autoconhecimento do corpo: ele ajuda a mulher a perceber alterações como nódulos, retrações, secreções e mudanças na pele ou no mamilo. Mas ele não é a única medida de cuidado, nem serve para dar diagnóstico sozinho. Em saúde da mulher, a lógica é complementaridade: observar, perceber mudanças e procurar avaliação profissional quando algo chamar atenção. E aqui está o ponto central da questão: o autoexame não substitui os exames clínicos de rotina. Ele pode até ser um aliado para identificar algo diferente mais cedo, mas não troca a consulta, o exame das mamas realizado por profissional de saúde e os exames de rastreamento indicados para cada faixa etária e risco. Em outras palavras, olhar para si ajuda, mas não faz o trabalho completo sozinho. Também vale lembrar que alguns itens das alternativas tentam confundir com regras antigas ou mitos: mama perfeita, simétrica, sem dor, sem influência da história familiar... Na prática, isso não existe como padrão absoluto. O importante é conhecer o próprio corpo e seguir o acompanhamento recomendado. Esse entendimento está alinhado às orientações de rastreamento do INCA e do Ministério da Saúde, que reforçam o papel do exame clínico e da mamografia conforme a indicação, deixando o autoexame como recurso de percepção corporal, e não como substituto dos cuidados de rotina.