Um enfermeiro, durante a auditoria de algumas contas hospitalares, precisou analisar procedimentos que envolviam o uso de cateter duplo J, de lente intraocular e de marca-passo cardíaco. Nesse caso hipotético, é correto presumir que o enfermeiro tenha classificado os materiais utilizados, respectivamente, como
- A)prótese — prótese — órtese.
Errada, porque o cateter duplo J e a lente intraocular não seguem a mesma classificação, e o marca-passo não é órtese nessa combinação.
- B)órtese — órtese — órtese.
Errada, porque a lente intraocular não é órtese, já que substitui o cristalino.
- C)órtese — prótese — órtese.
Certa, pois o cateter duplo J é órtese, a lente intraocular é prótese e o marca-passo cardíaco é órtese.
- D)prótese — órtese — prótese
Errada, porque inverte a classificação do cateter duplo J e da lente intraocular.
- E)prótese — prótese — prótese.
Errada, porque o cateter duplo J e o marca-passo não são próteses nessa classificação cobrada pela banca.
Gabarito: C
Na Enfermagem e na auditoria hospitalar, uma distinção que aparece bastante é a entre órtese e prótese. De forma simples, órtese é o material que ajuda, sustenta, corrige ou mantém uma função, sem substituir totalmente uma estrutura do corpo. Já prótese é o que substitui uma parte do organismo, como se entrasse no lugar do que foi perdido ou retirado. No caso do cateter duplo J, ele é usado para manter a drenagem e a permeabilidade do trato urinário, funcionando como um apoio ao órgão, e por isso é classificado como órtese. A lente intraocular, por sua vez, substitui o cristalino, então entra como prótese, porque há troca de uma estrutura corporal por um dispositivo artificial. Já o marca-passo cardíaco é tratado, nesse tipo de classificação cobrada em concurso, como órtese, pois sua função é regular e sustentar a atividade elétrica do coração, sem ser entendido aqui como substituição anatômica do órgão. É aquela pegadinha clássica: nem tudo que é implantado vira prótese automaticamente. Assim, a sequência correta é órtese, prótese e órtese, exatamente o que traz a alternativa C. Em provas, essa diferença costuma seguir a lógica doutrinária de que prótese substitui e órtese corrige ou auxilia a função.