No que se refere ao atendimento de crianças, a identificação precoce de sinais de alerta são fundamentais para uma rápida conduta e melhor prognóstico. São sinais que podem indicar desconforto respiratório em crianças:
- A)Icterícia, tremores e perda esfincteriana.
Errada, porque icterícia, tremores e perda esfincteriana não caracterizam desconforto respiratório, mas sim outros quadros clínicos, inclusive neurológicos ou metabólicos.
- B)Sudorese, pele pálida e fria e sonolência.
Errada, porque sudorese, pele pálida e fria e sonolência são sinais inespecíficos de sofrimento sistêmico, não os achados típicos de esforço respiratório.
- C)Falta de apetite, prostração e alteração glicêmica.
Errada, porque falta de apetite, prostração e alteração glicêmica sugerem doença geral ou metabólica, mas não são sinais clássicos de desconforto respiratório.
- D)Batimento de asa de narinas, retração intercostal e diafragmática, cianose perioral.
Certa, porque batimento de asa de narinas, retrações intercostais e diafragmáticas e cianose perioral indicam aumento do esforço ventilatório e possível hipóxia.
- E)Batimento de asa de narina, baqueteamento digital e hiperemia facial.
Errada, porque baqueteamento digital é sinal de hipóxia crônica e hiperemia facial não é achado típico de desconforto respiratório agudo.
Gabarito: D
Em pediatria, sinais de desconforto respiratório merecem atenção imediata, porque a criança pode piorar rápido e muitas vezes compensa por pouco tempo. O olhar do examinador deve ir além da febre ou da tosse e observar o esforço para respirar: uso de musculatura acessória, retrações, batimento de asa de nariz e sinais de hipóxia, como cianose. Esses achados ajudam a identificar que a criança está fazendo força para manter a ventilação. O gabarito está correto porque batimento de asa de narinas, retração intercostal e diafragmática e cianose perioral são sinais clássicos de desconforto respiratório. Eles indicam aumento do trabalho respiratório e possível redução da oxigenação, o que exige avaliação rápida e conduta imediata. Na prática, a enfermagem deve reconhecer esses sinais cedo, monitorar a saturação, posicionar adequadamente a criança e acionar a equipe conforme a gravidade. Em protocolos pediátricos e no Manual de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI), sinais como retrações, gemência, cianose e batimento de asa nasal entram justamente como alerta de gravidade. Ou seja: em criança, respirar com esforço nunca é um detalhe, é recado do corpo pedindo socorro.