A Classificação Internacional de Segurança do Paciente da OMS pretende fornecer uma compreensão global do domínio da segurança do paciente, e tem como objetivo representar um ciclo de aprendizagem e de melhoria contínua. Assim, busca, realçar a identificação, a prevenção, a detecção e a redução do risco bem como a recuperação do incidente e a resiliência do sistema. Deste modo, para garantir assistência de enfermagem segura para a criança e sua família, o enfermeiro deve considerar na elaboração do plano de cuidados os seguintes fatores:
- A)I. Humanos – relacionados ao profissional. II. Sistêmico – relacionados ao estress no trabalho. III. Externos – relacionados a governabilidade do gestor. IV. Relacionados ao acompanhante.
Errada, porque troca o fator sistêmico por estresse no trabalho e ainda atribui os fatores externos à governabilidade do gestor, o que contraria a lógica da classificação.
- B)I. Humanos – relacionados ao profissional. II. Sistêmico – relacionados as etapas do trabalho. III. Externos – relacionados a fatores fora da governabilidade do gestor. IV. Relacionados ao paciente.
Errada, porque aproxima o fator sistêmico das etapas do trabalho, mas os fatores externos ficam mal descritos como algo ligado à governabilidade do gestor, e a opção não organiza corretamente os domínios.
- C)I. Humanos – relacionados ao acompanhante. II. Sistêmico – relacionados ao ambiente de trabalho. III. Externos – relacionados a fatores da governabilidade do gestor. IV. Relacionados ao paciente.
Errada, porque coloca o fator humano no acompanhante, quando ele se refere ao profissional, além de deslocar o foco do fator sistêmico para o ambiente de trabalho de modo impreciso.
- D)I. Humanos – relacionados ao profissional. II. Sistêmico – relacionados ao meio ambiente. III. Externos – relacionados a fatores da governabilidade do gestor. IV. Relacionados ao paciente.
Errada, porque reduz o fator sistêmico ao meio ambiente, deixando de lado a organização do trabalho, processos e estrutura assistencial, que é o sentido mais cobrado.
- E)I. Humanos – relacionados ao profissional. II. Sistêmico – relacionados ao ambiente de trabalho. III. Externos – relacionados a fatores fora da governabilidade do gestor. IV. Relacionados ao paciente.
Certa, porque relaciona corretamente os fatores humanos ao profissional, os sistêmicos ao ambiente de trabalho, os externos a aspectos fora da governabilidade do gestor e os fatores relacionados ao paciente às características da própria criança.
Gabarito: E
A Classificação Internacional de Segurança do Paciente da OMS ajuda você a enxergar o erro antes que ele aconteça e a agir para evitar que o incidente se repita. No cuidado pediátrico, isso é ainda mais importante, porque a criança depende da equipe, da família e de um sistema bem organizado para ter segurança de verdade. Nessa lógica, os fatores de risco para eventos adversos costumam ser agrupados em: humanos, sistêmicos, externos e relacionados ao paciente. Os humanos dizem respeito ao profissional e suas ações, como falhas de comunicação, cansaço e conhecimento insuficiente. Os sistêmicos se ligam ao ambiente e à organização do trabalho, como fluxo, rotina, equipe e condições de assistência. Os fatores externos são aqueles fora da governabilidade direta do gestor, como políticas, economia, estrutura da rede e situações que vêm de fora do serviço. Já os fatores relacionados ao paciente dizem respeito às características clínicas e individuais, como idade, gravidade, comorbidades e vulnerabilidade. Esse raciocínio é coerente com a abordagem da OMS, que valoriza prevenção, detecção, redução do risco e recuperação do incidente. Por isso, o gabarito E está correto: ele associa humanos ao profissional, sistêmicos ao ambiente de trabalho, externos aos fatores fora da governabilidade do gestor e relacionados ao paciente ao próprio perfil clínico da criança. É a clássica organização que a banca gosta de cobrar quando quer ver se você separa causa assistencial, estrutura do serviço e condição do paciente sem misturar tudo numa sopa só.