Sarah, uma mulher grávida de 28 anos, está fazendo sua primeira consulta pré-natal em uma clínica da família. Ela está na 10ª semana de gestação e está animada com a gravidez. Como enfermeiro obstetra, você é responsável por fornecer-lhe cuidados pré-natais e abordar suas preocupações. Com base na idade gestacional de Sarah, marque a alternativa que traz a avaliação que deve ser priorizada durante sua consulta pré-natal:
- A)teste de glicemia para triagem de diabetes gestacional.
Errada, porque a triagem de diabetes gestacional é mais indicada no segundo trimestre, e não como prioridade na 10ª semana.
- B)exame ultrassonográfico para verificar anomalias fetais.
Errada, porque o ultrassom nessa fase não é a avaliação prioritária para anomalias fetais e não substitui a avaliação clínica materna inicial.
- C)toque vaginal para avaliar a dilatação cervical.
Errada, porque toque vaginal não é exame de rotina no começo do pré-natal e só deve ser feito quando houver indicação.
- D)aconselhamento genético para anomalias cromossômicas.
Errada, porque aconselhamento genético é indicado em situações específicas de risco, e não como prioridade universal na primeira consulta.
- E)verificação da pressão arterial para avaliar distúrbios hipertensivos.
Certa, porque a aferição da pressão arterial deve ser feita desde o início do pré-natal para rastrear hipertensão e outras intercorrências maternas.
Gabarito: E
No pré-natal, a primeira consulta serve para mapear riscos e montar a linha de base da gestante. Nessa fase inicial, a aferição da pressão arterial é um cuidado prioritário porque ajuda a identificar precocemente hipertensão crônica ou sinais iniciais de doença hipertensiva na gestação, que podem evoluir e trazer risco para mãe e bebê. Na prática, a pressão arterial deve ser verificada em toda consulta pré-natal, e isso fica ainda mais importante no início da gestação, quando você quer saber como a gravidez está começando. É o tipo de avaliação simples, rápida e que pode evitar dor de cabeça grande depois, porque hipertensão na gestação não costuma avisar com fogos de artifício. Já os outros exames têm seu momento: a triagem de diabetes gestacional costuma ser feita mais adiante, o ultrassom para anomalias fetais não é a prioridade da consulta inicial de 10 semanas, o toque vaginal não é rotina para essa finalidade, e o aconselhamento genético é reservado para situações de maior risco ou indicação específica. Como base doutrinária, o acompanhamento pré-natal recomendado pelo Ministério da Saúde e pelas diretrizes obstétricas prevê avaliação clínica materna em todas as consultas, com destaque para pressão arterial, peso, sinais de edema e outros parâmetros de risco. Por isso, entre as alternativas, a checagem da pressão arterial é a conduta mais adequada para essa idade gestacional.