A sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) é uma área destinada aos pacientes submetidos a qualquer procedimento anestésico-cirúrgico, onde permanecem até a recuperação da consciência, a normalização dos reflexos e dos sinais vitais, sob observação e cuidados constantes da equipe médica e de enfermagem. Deve concentrar recursos humanos para prevenir e detectar, precocemente, riscos e complicações em pacientes no período pós-operatório imediato, decorrentes dos atos cirúrgico e anestésico. Sendo assim responda á próxima questão sobre SRPA. Das alternativas, qual não condiz com competências do técnico de enfermagem na SRPA?
- A)Revisar e repor os materiais necessários.
Correta, pois revisar e repor materiais faz parte da rotina de apoio e organização do setor.
- B)Prestar os cuidados conforme prescrição médica.
Correta, porque o técnico pode prestar cuidados conforme prescrição médica e rotina assistencial, sob supervisão.
- C)Prestar os cuidados de enfermagem aos pacientes conforme planejamento e supervisão do Enfermeiro.
Correta, já que o técnico presta cuidados de enfermagem conforme planejamento e supervisão do enfermeiro.
- D)Realizar a conferência do carro de emergência, conferindo validade de materiais e medicamentos, uma vez por mês, anotando em impresso próprio conforme protocolo
Errada, porque a conferência do carro de emergência não é mensal e deve seguir rotina mais frequente definida por protocolo.
Gabarito: D
A SRPA, ou sala de recuperação pós-anestésica, é aquele setor em que o paciente não pode ficar no modo "vou ver depois". Ali, a equipe monitora consciência, respiração, dor, sinais vitais e possíveis complicações logo após a anestesia e o procedimento cirúrgico. É um cuidado bem vigilante, porque os primeiros minutos e horas do pós-operatório imediato podem trazer intercorrências importantes. No Centro Cirúrgico e na SRPA, o técnico de enfermagem atua sempre dentro de suas atribuições e sob supervisão do enfermeiro, conforme a Lei 7.498/1986 e o Decreto 94.406/1987. Em linhas gerais, ele pode prestar cuidados de enfermagem, organizar materiais, checar rotinas do setor e executar prescrições e orientações definidas pela equipe, sempre respeitando a supervisão do enfermeiro. A alternativa D está errada porque a conferência do carro de emergência não deve ser feita apenas uma vez por mês. Em ambiente crítico como a SRPA, esse controle precisa ser frequente, normalmente diário ou por turno, conforme protocolo institucional, para garantir que materiais e medicamentos estejam prontos para uso imediato. Um carro de emergência "descoberto" na hora H vira problema, e problema na SRPA não combina com o relógio. Por isso, a banca quer identificar a conduta que foge da rotina segura e esperada do técnico de enfermagem no setor. As demais alternativas estão compatíveis com atividades de apoio e assistência dentro da supervisão do enfermeiro.