Na PCR é um ritmo chocável:
- A)Assistolia.
Errada, porque assistolia é ritmo não chocável na PCR e o manejo é com RCP e causas reversíveis, não desfibrilação.
- B)AESP.
Errada, porque AESP também é ritmo não chocável; há atividade elétrica, mas sem pulso, então o choque não resolve.
- C)TVSP.
Certa, porque TVSP é taquicardia ventricular sem pulso, um dos ritmos chocáveis na parada cardiorrespiratória.
- D)TVCP.
Errada, porque taquicardia ventricular com pulso não configura ritmo chocável na PCR; a conduta depende da estabilidade hemodinâmica.
- E)FA.
Errada, porque fibrilação atrial não é ritmo chocável na PCR e não é tratada com desfibrilação nesse contexto.
Gabarito: C
Na parada cardiorrespiratória, a regra prática é simples: ritmo chocável é aquele em que o desfibrilador pode ajudar a quebrar um circuito elétrico desorganizado. Os dois ritmos clássicos chocáveis são fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso. É aqui que a desfibrilação entra em cena, sem enrolação: viu o traçado e não há pulso, pensa em choque quando o ritmo for desses dois tipos. Já assistolia e atividade elétrica sem pulso (AESP) são ritmos não chocáveis. Nesses casos, não adianta desfibrilar, porque o problema não é uma arritmia que responde ao choque, e sim uma falha grave de perfusão/circulação que exige RCP de alta qualidade e busca da causa reversível. Por isso o gabarito é a letra C. TVSP significa taquicardia ventricular sem pulso, exatamente um dos ritmos que entram no grupo dos chocáveis na PCR. As diretrizes de ressuscitação da AHA e do European Resuscitation Council seguem essa lógica: choque para FV e TV sem pulso; compressões, adrenalina e correção de causas para assistolia e AESP. Em prova, a banca costuma trocar o nome do ritmo e brincar com detalhes como "com pulso" ou "sem pulso". O pulo do gato é esse: na PCR, o que define o choque não é o nome da arritmia sozinho, mas a presença de pulso e o padrão do ritmo.