O diagnóstico de enfermagem é primordial para o planejamento da assistência ao paciente prestada pela equipe de enfermagem. De acordo com NANDA, “suscetibilidade de dano em membranas mucosa, córnea, sistema tegumentar, fáscia muscular, músculo, tendão, osso, cartilagem, cápsula articular que pode comprometer a saúde” é:
- A)Diagnóstico de risco de lesão;
Errada, porque “risco de lesão” é genérico e não corresponde à formulação específica da NANDA para tecidos e estruturas citados no enunciado.
- B)Diagnóstico de integridade da pele prejudicada;
Errada, porque “integridade da pele prejudicada” indica lesão já existente na pele, e o enunciado fala em suscetibilidade, não em dano instalado.
- C)Diagnóstico de integridade tissular prejudicada;
Errada, porque “integridade tissular prejudicada” também pressupõe alteração já presente, enquanto a questão descreve apenas risco de dano.
- D)Diagnóstico de risco de integridade tissular prejudicada.
Certa, porque a descrição corresponde a um diagnóstico de risco de comprometimento de tecidos e estruturas corporais, exatamente como na NANDA.
Gabarito: D
Na taxonomia NANDA, é muito importante olhar com calma para o enunciado: ele fala em “suscetibilidade de dano” em vários tecidos e estruturas, como membranas mucosas, córnea, pele, fáscia muscular, músculo, tendão, osso e cartilagem. Quando aparece a ideia de suscetibilidade, ainda não há lesão instalada, mas sim risco de que ela aconteça. Por isso, o diagnóstico correto é o de risco de integridade tissular prejudicada. Aqui, o foco não é uma lesão já presente, e sim a possibilidade de comprometimento de tecidos mais profundos ou estruturas corporais. A NANDA usa exatamente esse tipo de redação para diagnósticos de risco, que dependem de fatores de risco e não de características definidoras. Repare na diferença: “integridade da pele prejudicada” seria quando a pele já está lesada. “Integridade tissular prejudicada” também pressupõe dano já instalado, mas em tecidos mais profundos. Como o enunciado fala em suscetibilidade de dano, o caminho é pensar em prevenção, não em lesão consumada. Então, o gabarito D está correto porque descreve um diagnóstico de risco, compatível com a formulação da NANDA. Em prova, essa troca entre “prejudicada” e “risco de prejudicada” é uma armadilha clássica: um pequeno detalhe muda completamente o diagnóstico.