Durante atendimento na unidade de saúde, C.A.D., uma idosa de 68 anos tem um mal súbito e desmaia. A técnica de enfermagem percebe que a paciente encontra-se não responsiva e sem pulso palpável. Após acionar o serviço de atendimento móvel de urgência, junto com o enfermeiro da unidade, são iniciadas as manobras de reanimação cardiopulmonar.
- A)Será seguida a relação compressão-ventilação de 15:2.
Errada, porque a relação 15:2 não é a padrão para adulto em RCP básica, sendo usada em situações específicas e não no cenário descrito.
- B)Não é necessário aguardar o retorno total do tórax durante as compressões.
Errada, pois o tórax deve retornar totalmente após cada compressão para permitir o enchimento cardíaco adequado.
- C)Realizar 20 compressões para 5 ventilações.
Errada, porque a proporção 20:5 não corresponde ao protocolo de RCP para adulto.
- D)Realizar compressões torácicas a uma frequência de 100 a 120/min.
Certa, pois as diretrizes recomendam compressões torácicas na frequência de 100 a 120 por minuto.
- E)Interromper as compressões por 1 minuto para retorno do tórax.
Errada, já que interromper compressões por 1 minuto compromete gravemente a perfusão e não faz parte da técnica.
Gabarito: D
Em uma parada cardiorrespiratória, o que salva tempo e cérebro é fazer compressões torácicas de alta qualidade, sem vacilar no ritmo nem na profundidade. A ideia é simples: comprimir forte, rápido e deixar o tórax voltar completamente entre uma compressão e outra, porque o coração precisa encher de novo para a próxima ejeção de sangue. Na prática, isso melhora a perfusão até a chegada do suporte avançado. Pelas diretrizes de RCP da American Heart Association (AHA), usadas como base em concursos e treinamentos, a frequência das compressões deve ficar entre 100 e 120 por minuto. Esse intervalo é o ponto certo entre ser lento demais e cansar o socorrista ou rápido demais e perder a eficiência das compressões. Por isso, a alternativa D está correta: compressões torácicas a uma frequência de 100 a 120/min. As demais opções trazem números errados ou princípios que atrapalham a qualidade da reanimação, como relação compressão-ventilação inadequada para o cenário, compressão sem retorno total do tórax ou pausas absurdamente longas. Resumo de prova: em RCP, pense em ritmo de 100 a 120/min, retorno completo do tórax e interrupções mínimas. O tórax não é mola de brinquedo: ele precisa voltar para a próxima compressão ter efeito.