A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma síndrome clínica atribuída:
- A)à manipulação incorreta de órgãos e anexos sexuais
Errada, porque manipulação incorreta de órgãos e anexos sexuais não é a causa típica da DIP.
- B)à ascensão de microrganismos do trato genital inferior.
Certa, pois a DIP decorre da ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior.
- C)a transtornos sexuais na mulher, de origem hormonal.
Errada, porque DIP não é transtorno sexual hormonal, e sim um processo infeccioso/inflamatório.
- D)a trauma uterino menor.
Errada, pois trauma uterino menor não define a DIP nem explica sua fisiopatologia.
Gabarito: B
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção/inflamação do trato genital superior, atingindo útero, trompas e ovários. Na prática, ela costuma aparecer como uma “subida” de microrganismos que começaram no trato genital inferior e avançaram para estruturas mais internas. Ou seja, não é algo que nasce do nada nem de trauma menor: o problema central é a ascensão da infecção. Os agentes mais comuns incluem bactérias associadas a ISTs, como Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, além de flora polimicrobiana em alguns casos. Por isso, a DIP pode causar dor pélvica, febre, corrimento, dor à mobilização do colo e até complicações futuras, como infertilidade e gravidez ectópica. É aquele quadro que o corpo avisa com bastante barulho e que não deve ser subestimado. O gabarito é a letra B porque a definição clássica da DIP envolve a ascensão de microrganismos do trato genital inferior para o trato genital superior. Em outras palavras, a infecção “sobe”, em vez de ser causada por manipulação incorreta, distúrbio hormonal ou trauma uterino. Na doutrina de saúde da mulher e nos protocolos clínicos do Ministério da Saúde, essa é a base conceitual cobrada em prova.