Para atendimento em serviços de Pediatria no Sistema Único de Saúde, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança abrange crianças e adolescentes. Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Atendimento de crianças e adolescentes de zero a 15 anos, ou seja, até completarem 16 anos ou 192 meses. ( ) O limite etário é passível de alteração de acordo com as normas e rotinas do estabelecimento de saúde responsável pelo atendimento. ( ) Possibilidade de continuarem a usufruir do vínculo já construído com os serviços e profissionais, especialmente quando se trata de adolescentes com doenças crônicas. ( ) As mães de crianças até 2 anos de idade, também têm direito a atendimento médico no mesmo serviço. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
- A)F - F - F - F
Errada, porque as afirmativas 1 e 3 estão corretas e a 2 é falsa, então a sequência não pode ser toda F.
- B)V - V - V - F
Errada, porque a primeira e a terceira afirmativas são verdadeiras, mas a segunda e a quarta são falsas.
- C)F - V - F - V
Errada, porque a primeira afirmativa é verdadeira e a segunda é falsa, invertendo a sequência proposta.
- D)V - F - V - F
Certa, porque a sequência V - F - V - F corresponde ao que a política estabelece para o atendimento pediátrico no SUS.
Gabarito: D
A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança organiza o cuidado em pediatria no SUS com foco em crianças e adolescentes, incluindo a continuidade do atendimento em fases de transição, principalmente quando há doenças crônicas. No material normativo usado na rede, o recorte etário contempla o atendimento de zero a 15 anos, isto é, até antes de completar 16 anos ou 192 meses. Por isso, a primeira afirmativa está correta. A segunda afirmativa erra porque esse limite não fica ao gosto da unidade de saúde. Em concurso, sempre desconfie quando a questão tenta empurrar uma regra nacional para ser "flexibilizada" por rotina local. Em serviços públicos, a organização pode variar, mas o critério etário da política não vira livre escolha do estabelecimento. A terceira também está correta: a lógica da política é evitar a ruptura abrupta do cuidado, especialmente com adolescentes que já criaram vínculo com a equipe e precisam de seguimento prolongado. Isso aparece muito em doenças crônicas, quando trocar de serviço sem planejamento pode atrapalhar adesão, acompanhamento e segurança do paciente. Já a quarta está errada porque a política é voltada ao atendimento da criança e do adolescente, não criando, como regra, direito automático para a mãe no mesmo serviço pediátrico. O SUS até pode organizar fluxos e acolhimentos familiares, mas isso não transforma a mãe em usuária do serviço pediátrico por direito próprio. Resultado: V - F - V - F, que confirma o gabarito D.