As instituições Rede Sentinela têm como objetivo o fortalecimento das ações de vigilância sanitária e a busca contínua de uma gestão do risco sanitário a contento, com o desenvolvimento da qualidade e do aprimoramento de práticas seguras nos serviços de saúde. As instituições que desejam participar desta rede, além de terem que criar uma gerência de risco, necessitam apresentar:
- A)um projeto de engenharia de fatores humanos.
Errada, porque um projeto de engenharia de fatores humanos não é exigência para adesão à Rede Sentinela.
- B)uma política interna de hemovigilância e tecnovigilância.
Errada, pois hemovigilância e tecnovigilância fazem parte de ações de vigilância, mas não substituem a política institucional de gestão de risco.
- C)um núcleo interno de epidemiologia.
Errada, porque núcleo interno de epidemiologia não é requisito para integrar a rede.
- D)uma comissão de controle de infecção.
Errada, já que comissão de controle de infecção é importante na instituição, mas não é a apresentação exigida para essa rede.
- E)uma política de gestão de risco.
Certa, porque a Rede Sentinela exige a estruturação de uma política de gestão de risco como base para o fortalecimento da vigilância sanitária e da უსაფრთხurança assistencial.
Gabarito: E
A Rede Sentinela foi criada para fortalecer a vigilância sanitária dentro dos serviços de saúde, ajudando a identificar, notificar e prevenir riscos relacionados a produtos e procedimentos. A ideia central não é só “apagar incêndio” quando algo dá errado, mas organizar um sistema que antecipe problemas e melhore a segurança do paciente e a qualidade da assistência. Para participar dessa rede, a instituição precisa estruturar a gestão do risco sanitário. Por isso, além de criar uma gerência de risco, deve apresentar uma política de gestão de risco, que é justamente o documento orientador com regras, responsabilidades e diretrizes para prevenir eventos adversos e apoiar a tomada de decisão. Esse raciocínio está alinhado com a lógica da vigilância sanitária e com as práticas de segurança em serviços de saúde: primeiro se organiza a política, depois se operacionaliza a rotina de monitoramento e resposta. Sem essa base, a rede perde força e vira só um nome bonito na porta. Portanto, o gabarito é a alternativa E, porque a instituição interessada em integrar a Rede Sentinela deve apresentar uma política de gestão de risco, e não documentos específicos de áreas isoladas como infecção, epidemiologia ou hemovigilância.