A bactéria Gram-negativa, do grupo das espiroquetas, de alta patogenicidade causadora da Sífilis Congênita é:
- A)Treponema pallidum.
Correta: Treponema pallidum é a espiroqueta causadora da sífilis e da sífilis congênita.
- B)Streptococcus pyogenes.
Incorreta: Streptococcus pyogenes é um coco Gram-positivo, associado a faringite, impetigo e outras infecções, não à sífilis.
- C)Mycobacterium tuberculosis.
Incorreta: Mycobacterium tuberculosis causa tuberculose e não pertence ao grupo das espiroquetas.
- D)Acinetobacter baumannii.
Incorreta: Acinetobacter baumannii é um bacilo Gram-negativo oportunista, comum em infecções hospitalares.
- E)Burkholderia cepacia.
Incorreta: Burkholderia cepacia é um bacilo Gram-negativo oportunista, mais relacionado a infecções respiratórias, especialmente em pacientes com fibrose cística.
Gabarito: A
A sífilis congênita é causada por uma bactéria do tipo espiroqueta, fina, em formato helicoidal, com alta capacidade de invasão tecidual: o Treponema pallidum. Na prática de prova, o ponto-chave é associar sífilis ao agente clássico da família das espiroquetas, que tem grande importância em saúde materno-infantil porque pode atravessar a placenta e infectar o feto. Embora o enunciado cite “Gram-negativa”, vale lembrar que o Treponema pallidum não é bem visualizado pela coloração de Gram, mas é tradicionalmente classificado como bactéria do grupo das Gram-negativas, pela estrutura da parede celular. Em concursos, a banca costuma cobrar mais a associação agente-doença do que detalhes laboratoriais finos. A transmissão vertical pode ocorrer em qualquer fase gestacional e traz risco de abortamento, prematuridade, óbito fetal e manifestações ao nascer ou mais tarde. Por isso, o rastreio na gestação e o tratamento adequado com penicilina são pilares clássicos da assistência. O Ministério da Saúde e protocolos de pré-natal reforçam a testagem e o tratamento oportuno da gestante e do parceiro para quebrar a cadeia de transmissão. Assim, o gabarito é a alternativa A, porque Treponema pallidum é o agente etiológico da sífilis e, consequentemente, da sífilis congênita. Se a questão falar em espiroqueta de alta patogenicidade ligada à transmissão materno-fetal, pense nele sem hesitar.