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Enfermagem · FUVEST · 2025

Questão comentada de Enfermagem

Durante uma consulta de enfermagem de pós-parto com puérpera no 40° dia de pós-parto, o acompanhante demonstra preocupação e relata que a gestante está muito triste, sem conseguir se alimentar adequadamente, dormindo muitas horas do dia e sem interesse em cuidar do bebê. Diante desse relato, o enfermeiro deve

Gabarito: D

No puerpério, tristeza leve e passageira nos primeiros dias pode acontecer e costuma ser chamada de baby blues ou tristeza puerperal. Mas quando os sintomas são mais intensos, persistentes e atrapalham alimentação, sono, vínculo com o bebê e autocuidado, o raciocínio muda: isso sugere depressão pós-parto, e não um desconforto transitório para ser apenas observado. Aqui a puérpera está no 40º dia de pós-parto, com tristeza importante, alteração do sono, recusa ou dificuldade para se alimentar e falta de interesse em cuidar do bebê. Esse conjunto de sinais exige rastreio sistemático e encaminhamento adequado, porque o enfermeiro não deve nem banalizar o quadro nem fechar diagnóstico psiquiátrico sozinho. Por isso, a conduta mais correta é aplicar a Escala de Depressão Pós-parto de Edimburgo (EPDS), instrumento de triagem muito usado na prática clínica para identificar sinais de depressão pós-parto e orientar o fluxo de encaminhamento para avaliação especializada. Em outras palavras: primeiro você suspeita e rastreia, depois encaminha. A enfermagem atua na identificação precoce e no cuidado em rede. Vale lembrar que, no Brasil, a Atenção Primária e os serviços de saúde mental trabalham com lógica de rastreamento, acolhimento e referência, e não com diagnóstico isolado feito no improviso. A prova quer exatamente isso: reconhecer que o quadro é compatível com sofrimento psíquico relevante e que a EPDS é uma ferramenta adequada para organizar a conduta.

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