As Triagens Neonatais Universais (TNU) têm repercussão transversal às redes temáticas prioritárias do SUS, em especial à Rede Cegonha, à Rede de Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas e à Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Os serviços de saúde devem implantar e/ou implementar as TNU com o objetivo de identificar distúrbios e/ou doenças em recémnascidos e lactentes em tempo oportuno, para intervenção adequada, garantindo tratamento e acompanhamento contínuo, conforme estabelecido nas linhas de cuidado, com vistas a reduzir a morbimortalidade e melhorar a qualidade de vida. Fazem parte das triagens neonatais realizadas para a saúde da criança, EXCETO:
- A)Triagem neonatal biológica.
Correta, pois a triagem neonatal biológica, como o teste do pezinho, faz parte das triagens neonatais universais.
- B)Triagem neonatal auditiva.
Correta, porque a triagem auditiva neonatal é uma das avaliações de rotina para detecção precoce de perda auditiva.
- C)Triagem genética.
Errada, pois a triagem genética não compõe, de forma padronizada, o rol clássico das triagens neonatais universais no SUS.
- D)Avaliação do frênulo da língua.
Correta, já que a avaliação do frênulo lingual, o teste da linguinha, integra a triagem neonatal na atenção à criança.
- E)Triagem neonatal de cardiopatias congênitas críticas.
Correta, porque a triagem de cardiopatias congênitas críticas, como o teste do coraçãozinho, faz parte das medidas de detecção precoce.
Gabarito: C
As Triagens Neonatais Universais são aquelas avaliações feitas logo no começo da vida para detectar precocemente problemas que, se passarem despercebidos, podem trazer prejuízo importante ao bebê. No SUS, o foco é achar cedo e agir cedo, porque em neonatologia o tempo faz muita diferença. A ideia é simples: quanto mais rápido o diagnóstico, maior a chance de evitar sequelas e reduzir morbimortalidade. Entre essas triagens, entram a triagem neonatal biológica, a auditiva, a avaliação do frênulo da língua e a triagem para cardiopatias congênitas críticas. Cada uma delas mira um risco específico: metabolismo, audição, sucção e deglutição, e malformações cardíacas graves. São exames e avaliações que conversam com as linhas de cuidado da criança e com a rede de atenção em saúde. O gabarito é a letra C porque a triagem genética não integra, de forma geral e padronizada, o conjunto das triagens neonatais universais previstas para a assistência rotineira da criança no SUS. Ela pode até aparecer em contextos específicos, pesquisa ou investigação diagnóstica, mas não como triagem neonatal universal clássica, como as demais alternativas. Como base normativa, vale lembrar que a triagem neonatal no Brasil é organizada por protocolos e políticas do SUS, com destaque para o Programa Nacional de Triagem Neonatal e normas que incorporam exames como o teste do pezinho, triagem auditiva, teste do coraçãozinho e o teste da linguinha. Em prova, sempre desconfie quando a banca misturar um exame reconhecido da prática clínica com algo mais amplo e genérico, como "triagem genética".