De acordo com o Manual de rotinas para atenção ao AVC (2013), no atendimento de pacientes com diagnóstico de acidente vascular cerebral isquêmico agudo, em uso de terapia trombolítica, deve-se
- A)realizar passagem de sonda nasoentérica nas primeiras 12 horas.
Errada, porque a passagem de sonda nasoentérica nas primeiras 12 horas aumenta o risco de sangramento e costuma ser evitada após trombólise.
- B)realizar cateterização venosa central nas primeiras 24 horas.
Errada, porque cateterização venosa central é um procedimento invasivo e não deve ser feita de rotina nas primeiras 24 horas após o trombolítico.
- C)administrar heparina nas primeiras 24 horas do uso do trombolítico.
Errada, porque heparina nas primeiras 24 horas após trombólise eleva o risco de hemorragia e não é indicada nesse período.
- D)iniciar profilaxia para trombose venosa profunda 24 horas pós-trombólise.
Certa, porque a profilaxia para trombose venosa profunda deve ser iniciada 24 horas após a trombólise, após reavaliação do risco hemorrágico.
Gabarito: D
No AVC isquêmico agudo tratado com trombólise, a prioridade nas primeiras 24 horas é proteger o paciente de sangramentos. Isso significa evitar procedimentos invasivos desnecessários, como sondas, punções e cateteres centrais, porque o trombolítico deixa o sangue mais “solto” e qualquer trauma pode virar problema. Por isso, a conduta de rotina não é sair fazendo procedimentos, e sim observar, controlar sinais de sangramento e aguardar o intervalo recomendado antes de novas intervenções. A orientação do Manual de rotinas para atenção ao AVC (2013) segue essa lógica: após o uso de trombolítico, deve-se aguardar 24 horas para iniciar profilaxia para trombose venosa profunda, porque antes disso o risco hemorrágico é maior. Em geral, a profilaxia mecânica pode ser considerada conforme a avaliação clínica, mas a farmacológica deve respeitar esse intervalo e a reavaliação do caso. Então, a letra D está correta porque não se deve anticoagular ou introduzir medidas que aumentem o risco de sangramento logo após a trombólise. A ideia é simples: primeiro evita-se hemorragia, depois se pensa em prevenção de trombose. No AVC agudo, o relógio importa, mas o cuidado com o sangramento importa ainda mais.