Com base nos protocolos e nas orientações acerca da administração de medicamentos por bomba de infusão, analise as afirmativas a seguir. I. A bomba de infusão é indicada para administração de medicamentos por via intravenosa, não sendo recomendado seu uso para vias subcutâneas ou enterais. II. O cálculo da taxa de infusão é fundamental e deve considerar o volume total a ser administrado e o tempo prescrito, garantindo a administração correta e a segurança do paciente. III. A bomba de infusão possui sistema de segurança que ajusta automaticamente a dose e o tempo de administração, não sendo necessários parâmetros de controle ou supervisão contínua. Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Errada, porque a bomba de infusão não se restringe à via intravenosa e a afirmativa II está correta.
- B)II, apenas.
Certa, porque o cálculo da taxa de infusão deve considerar volume total e tempo prescrito para garantir segurança e precisão.
- C)III, apenas.
Errada, porque a afirmativa III atribui à bomba uma autonomia que ela não tem, além de desconsiderar a supervisão de enfermagem.
- D)I e II, apenas.
Errada, porque a afirmativa I está incorreta e a II está correta, logo não formam um conjunto válido.
- E)II e III, apenas.
Errada, porque a III está incorreta e não pode ser associada à II como se ambas estivessem certas.
Gabarito: B
A bomba de infusão existe para entregar medicamento com controle de fluxo, reduzindo erro de dose e de velocidade. O ponto central aqui é simples: ela não faz milagre sozinha. Antes de iniciar, voce precisa definir volume, tempo, concentração e taxa de infusão, porque é isso que garante que o paciente receba a medicação no ritmo certo. A afirmativa II está correta justamente por isso. O cálculo da taxa de infusão depende do volume total prescrito e do tempo de administração, o que é básico em segurança do paciente. Em prática, a equipe confere a prescrição, ajusta o equipamento e monitora a infusão durante todo o processo. A afirmativa I está errada porque a bomba de infusão não é exclusiva da via intravenosa. Existem dispositivos e protocolos para administração enteral e, em alguns serviços, também para via subcutânea, conforme a indicação clínica e o tipo de equipo compatível. A afirmativa III também está errada porque a bomba não substitui a vigilância da enfermagem. Ela pode ter alarmes e recursos de segurança, mas não ajusta automaticamente a dose de forma autônoma nem dispensa controle, checagem e supervisão contínua. Em resumo: tecnologia ajuda, mas quem salva o jogo ainda é a boa prática de enfermagem. Por isso, o gabarito é B.