O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) estabelece estratégias e ações para melhorar a segurança do paciente nos serviços de saúde. Nesse sentido, uma abordagem adequada para a implantação de um Plano de Segurança do Paciente em uma unidade de saúde de médio porte é:
- A)realizar notificações obrigatórias apenas em casos de eventos adversos graves, deixando os eventos menores para resolução interna sem registro formal;
Errada, porque o PNSP estimula notificação e aprendizado com todos os eventos, inclusive os de menor gravidade, e não apenas com os graves.
- B)promover a comunicação efetiva entre os profissionais do serviço de saúde e estimular a participação do paciente e dos familiares na assistência prestada;
Certa, porque a comunicação efetiva e a participação do paciente e da família são medidas centrais para prevenir falhas e fortalecer a segurança do cuidado.
- C)priorizar intervenções corretivas após a ocorrência de eventos adversos, considerando que a prevenção nem sempre é custo-efetiva em instituições menores;
Errada, porque a lógica do PNSP é preventiva e proativa, e não apenas corretiva depois que o evento adverso já ocorreu.
- D)conduzir auditorias de segurança nos setores de maior criticidade, visando a concentrar os esforços e minimizar recursos financeiros despendidos;
Errada, porque auditorias são úteis, mas um plano de segurança não deve ficar restrito só aos setores mais críticos nem ser pensado apenas para economizar recursos.
- E)promover processos de capacitação em segurança do paciente, dando prioridade aos gestores e profissionais que atuam na vigilância dos eventos adversos.
Errada, porque a capacitação em segurança do paciente deve envolver toda a equipe assistencial, e não apenas gestores e profissionais da vigilância.
Gabarito: B
O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituído pela Portaria MS nº 529/2013, e a RDC Anvisa nº 36/2013, reforçam uma lógica bem simples: segurança do paciente não nasce do improviso, mas de processos organizados, comunicação clara, cultura de notificação e participação de todos. Em um plano de segurança do paciente, a ideia é identificar riscos, prevenir danos e criar rotinas que favoreçam a assistência segura no dia a dia. Por isso, a alternativa correta é a B. A comunicação efetiva entre os profissionais reduz falhas, evita ruídos na passagem de plantão, melhora a continuidade do cuidado e ajuda a prevenir eventos adversos. Além disso, o PNSP valoriza a participação do paciente e de seus familiares, porque eles também podem contribuir com informações importantes, confirmar dados e alertar sobre mudanças no estado de saúde. As demais opções escorregam justamente no ponto que o PNSP combate: a cultura de segurança não pode ser seletiva nem reativa. Não basta agir só depois do problema acontecer, nem esconder eventos menores como se não contassem. Segurança do paciente exige prevenção, registro, aprendizado com os erros e envolvimento de toda a equipe. Em resumo: plano de segurança bom é aquele que organiza a assistência para errar menos, comunicar melhor e aprender sempre. Parece básico, mas em saúde o básico bem feito salva muita dor de cabeça e, principalmente, salva vidas.