Na assistência de enfermagem à gestante, o enfermeiro precisa estar atento à própria gestante, às pessoas que a acompanham e ao ambiente, de modo a oferecer um momento seguro e acolhedor. Espera-se que a experiência da mulher e de sua família seja a melhor possível e que o processo transcorra sem intercorrências. Em relação ao conjunto de atividades inerentes ao cuidado com a mulher gestante para que haja uma boa vivência do parto vaginal, é correto afirmar que
- A)sobre a assepsia para o parto vaginal, havendo necessidade de limpeza vulvar e perineal antes do exame vaginal, deve-se evitar água potável e optar por água estéril para evitar contaminação, caso haja necessidade de episiotomia.
Errada, porque a limpeza vulvar e perineal, quando necessária, não exige água estéril; em geral, água potável e técnica adequada são suficientes.
- B)a assepsia indicada para o parto vaginal é recomendada com higiene padrão das mãos e uso de luvas necessariamente estéreis para reduzir a contaminação cruzada entre as mulheres, as crianças e os profissionais.
Errada, porque a higiene das mãos é essencial, mas luvas estéreis não são necessariamente exigidas para todo atendimento no parto vaginal.
- C)caso opte por receber massagem que tenha sido ensinada a(os) seu(s) acompanhante(s), a mulher deve ser apoiada nesta opção durante o trabalho de parto.
Certa, porque a mulher deve ser apoiada na escolha de métodos não farmacológicos de conforto, como massagem ensinada aos acompanhantes.
- D)acupuntura é uma técnica não farmacológica contraindicada às mulheres durante o trabalho de parto.
Errada, porque a acupuntura é uma técnica não farmacológica que pode ser utilizada no trabalho de parto, e não é contraindicada de forma geral.
- E)a dieta durante o trabalho de parto envolve o jejum, inclusive de líquidos.
Errada, porque não se recomenda jejum absoluto, inclusive de líquidos, durante o trabalho de parto de rotina.
Gabarito: C
No trabalho de parto, a assistência de enfermagem deve valorizar medidas simples, seguras e humanizadas, que melhorem o conforto da mulher e respeitem suas preferências. Isso inclui ambiente acolhedor, presença de acompanhante, liberdade de posição, oferta de métodos não farmacológicos para alívio da dor e cuidado com a privacidade e segurança. A ideia central é: quanto menos intervenção desnecessária, melhor para a experiência do parto vaginal. A alternativa correta é a letra C porque, se a mulher escolheu receber massagem e essa técnica foi ensinada aos acompanhantes, ela deve ser apoiada nessa decisão durante o trabalho de parto. Isso está alinhado com as boas práticas de assistência ao parto normal e com a atenção humanizada recomendada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde, que incentivam medidas de conforto e apoio contínuo à parturiente. As demais alternativas tentam confundir com regras de assepsia ou condutas antigas, mais rígidas do que o necessário. Hoje, a assistência prioriza higiene adequada das mãos, uso racional de luvas e práticas baseadas em evidências, sem transformar o parto em um ritual de contenção. Também não se recomenda jejum absoluto na maioria dos casos, e técnicas como acupuntura podem ser usadas como recurso não farmacológico, quando disponíveis e indicadas. Em resumo: se a medida ajuda no conforto, é segura e foi desejada pela mulher, a enfermagem deve apoiar. No parto, cuidado bom não é aquele que atrapalha menos, é aquele que acolhe mais.