Segundo a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE), a orientação anatômica ou espacial de um diagnóstico ou intervenção diz respeito ao seguinte eixo:
- A)foco.
Foco está ligado ao fenômeno principal do diagnóstico ou intervenção, e não ao lugar anatômico ou espacial.
- B)ação.
Ação representa o verbo da intervenção, isto é, o que a enfermagem faz, não onde isso ocorre.
- C)tempo.
Tempo remete ao momento, duração ou periodicidade, e não à orientação espacial ou anatômica.
- D)localização.
Correta, porque na CIPE a orientação anatômica ou espacial corresponde ao eixo localização.
- E)julgamento.
Julgamento expressa avaliação, intensidade ou condição, não a referência ao local do corpo ou do espaço.
Gabarito: D
A CIPE organiza os termos da prática de enfermagem em eixos, que funcionam como categorias para montar diagnósticos e intervenções de forma padronizada. Isso ajuda a escrever e ler a linguagem de enfermagem do mesmo jeito em qualquer serviço, sem cada um inventar um nome diferente para a mesma coisa. Quando o enunciado fala em "orientação anatômica ou espacial", a ideia é identificar onde algo acontece no corpo ou no espaço. Em outras palavras, o eixo trata de posição, região, parte do corpo ou local em que o problema, achado ou intervenção se relaciona. Por isso, o gabarito é a letra D, localização. Na CIPE, esse eixo corresponde exatamente ao lugar anatômico ou espacial ligado ao diagnóstico ou à intervenção. É o tipo de detalhe que a banca adora trocar por sinônimos para testar se você sabe o conceito, não só a palavra decorada. Vale lembrar que outros eixos da CIPE têm funções diferentes: foco indica o fenômeno central, ação mostra o verbo da intervenção, tempo traz o momento ou duração, e julgamento expressa avaliação ou estado. Aqui, como a pista foi "anatômica ou espacial", o caminho é localização sem escapatória.