A Política Nacional de Humanização (PNH), ou HumanizaSUS, busca qualificar a saúde pública no Brasil com um foco na organização das dinâmicas de trabalho. A PNH comporta as características indicadas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)A valorização dos gestores de saúde como parte essencial da implementação da humanização no SUS.
Correta, porque a PNH envolve gestão participativa e valoriza os gestores como parte da implementação da humanização no SUS.
- B)A autonomia do usuário no cuidado em saúde, garantindo participação ativa no próprio tratamento.
Correta, porque a autonomia do usuário e sua participação ativa no cuidado são princípios compatíveis com a PNH.
- C)A transferência de responsabilidade para as famílias, atribuindo-lhes papel central na condução dos cuidados.
Errada, porque a PNH não transfere a responsabilidade do cuidado para a família como eixo central da assistência.
- D)A articulação entre formação e serviços, promovendo uma educação permanente para profissionais da saúde.
Correta, porque a política estimula a articulação entre formação e serviços por meio da educação permanente em saúde.
- E)A participação de profissionais e usuários nas ações de saúde junto a gestores, criando espaços de escuta e cogestão.
Correta, porque a PNH defende participação de profissionais, usuários e gestores em espaços de escuta, diálogo e cogestão.
Gabarito: C
A Política Nacional de Humanização, a famosa PNH ou HumanizaSUS, foi criada para mudar a forma de cuidar, gerir e produzir saúde no SUS. A lógica aqui é simples: humanizar não é fazer “gentileza”, é organizar o serviço para que usuário, trabalhador e gestor participem do cuidado e das decisões, com escuta, acolhimento, corresponsabilização e respeito à autonomia. Na prática, a PNH valoriza a participação conjunta de profissionais, usuários e gestores, estimula a cogestão e fortalece a articulação entre formação e serviço, inclusive com educação permanente. Isso aparece nos documentos oficiais da política, como a própria cartilha da PNH do Ministério da Saúde. O ponto central da questão é que a PNH não joga a responsabilidade do cuidado para a família. O cuidado em saúde no SUS é compartilhado pela equipe e organizado na rede, com apoio da família quando cabível, mas sem transferir a ela o papel central da condução assistencial. Se a banca coloca a família como protagonista exclusiva, acenda o alerta: isso foge da lógica da política. Por isso, a alternativa C é a incorreta. Ela contraria a ideia de corresponsabilização típica da PNH, que busca ampliar vínculos e participação, e não terceirizar o cuidado para os familiares.