Sobre o choque hipovolêmico e a assistência aos pacientes nessa situação, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) A administração de vasopressores é o primeiro passo no manejo do choque hipovolêmico, antes de qualquer tentativa de reposição volêmica. ( ) Com base no volume perdido, o choque hipovolêmico hemorrágico Classe II é aquele em que há perda de 750 a 1500 mL de sangue. ( ) São sinais de hipoperfusão tecidual pele fria e pegajosa, cianose de extremidades e rebaixamento da consciência. As afirmativas são, respectivamente,
- A)V – F – V.
Errada, porque vasopressores não são o primeiro passo no choque hipovolêmico; a prioridade é reposição volêmica e controle da causa da perda.
- B)V – V – F.
Certa, porque o choque hemorrágico classe II corresponde a perda sanguínea de aproximadamente 750 a 1500 mL.
- C)F – V – V.
Certa, porque pele fria e pegajosa, cianose de extremidades e rebaixamento do nível de consciência são sinais típicos de hipoperfusão tecidual.
- D)V – F – F.
Errada, porque a primeira afirmativa é falsa e as outras duas são verdadeiras.
- E)V – V – V.
Errada, porque a primeira afirmativa é falsa, então não pode haver sequência toda verdadeira.
Gabarito: C
O choque hipovolêmico acontece quando o organismo perde volume circulante demais, seja por sangramento, desidratação importante ou outras perdas, e aí o problema central é a queda da perfusão dos tecidos. Na prática, o primeiro cuidado é tentar restaurar o volume, controlar a causa da perda e garantir suporte básico e monitorização. Vasopressor pode até entrar em alguns cenários selecionados, mas não é a primeira medida do choque hipovolêmico clássico, porque apertar os vasos sem repor volume é como querer encher uma caixa d'água fechando a torneira com a caixa vazia: ajuda pouco e pode piorar a perfusão.