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Enfermagem · FGV · 2025

Questão comentada de Enfermagem

Um paciente de 68 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, é admitido no pronto-socorro com febre (39,2 °C), taquicardia (FC = 120 bpm), hipotensão (PA = 85/50 mmHg) e confusão mental. O exame físico revela pele quente e hiperemiada. Foi iniciado o protocolo de sepse com base nos critérios de síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS) e disfunções orgânicas apresentadas pelo paciente. Entre os critérios que caracterizam a disfunção orgânica, está:

Gabarito: C

Na sepse, além dos sinais de inflamação sistêmica, o que pesa de verdade é a disfunção orgânica. É aqui que a prova gosta de testar se você sabe separar "sinais de infecção" de "falência de órgão". Febre, taquicardia e taquipneia entram no pacote de SIRS, mas não definem por si sós a disfunção orgânica. Entre os critérios de disfunção orgânica clássicos estão, por exemplo, hipotensão, alteração do nível de consciência e redução da perfusão renal. Um marcador bem cobrado é o débito urinário reduzido, porque ele mostra que o rim já está sofrendo com a hipoperfusão. Em geral, considera-se disfunção orgânica quando o débito urinário fica abaixo de 0,5 mL/kg/h. Por isso, o gabarito é a letra C. O paciente do enunciado já apresenta sinais de gravidade, como hipotensão e confusão mental, e a alternativa C traz um critério típico de disfunção orgânica na sepse. É um daqueles pontos em que a banca separa quem decorou SIRS de quem entendeu o protocolo. Como reforço de prova: SIRS é o alarme, mas disfunção orgânica é o sinal de que o corpo já está perdendo o controle. Na prática assistencial e nos protocolos de sepse, isso muda a urgência da abordagem e a necessidade de intervenção imediata.

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