Um paciente foi diagnosticado com tuberculose pulmonar ativa e está internado em um hospital. A conduta do técnico de enfermagem que reflete corretamente o controle de infecção na situação citada é
- A)usar máscara N95 ou equivalente, avental descartável e luvas, realizando a higienização das mãos antes e após o contato com o paciente.
Correta, porque tuberculose pulmonar ativa exige máscara N95 ou equivalente e higiene das mãos, com avental e luvas como proteção adicional quando necessário.
- B)usar apenas luvas descartáveis durante o atendimento, uma vez que o contato direto com secreções é mínimo.
Errada, porque luvas sozinhas não protegem contra transmissão aérea da tuberculose, que exige respirador particulado.
- C)higienizar as mãos antes e após o contato com o paciente, utilizando máscara cirúrgica comum e luvas para proteger-se de partículas respiratórias.
Errada, porque a máscara cirúrgica comum não substitui a N95/PFF2 na proteção contra aerossóis da tuberculose.
- D)manter o paciente em quarto coletivo com outros pacientes que tenham diagnósticos similares, utilizando apenas avental descartável durante o atendimento.
Errada, porque tuberculose pulmonar ativa não deve ser manejada em quarto coletivo e avental sozinho não resolve a via de transmissão aérea.
- E)colocar o paciente em precaução de contato apenas se ele apresentar secreções visíveis, não sendo necessário o uso de máscara pelo técnico de enfermagem.
Errada, porque a precaução não depende de secreções visíveis e o profissional de saúde precisa de proteção respiratória adequada.
Gabarito: A
A tuberculose pulmonar ativa é uma infecção de transmissão aérea. Ou seja, o problema principal não é o toque, e sim a inalação de aerossóis com o bacilo, especialmente em ambiente hospitalar. Por isso, a precaução correta envolve máscara respiratória do tipo N95, PFF2 ou equivalente para quem atende o paciente, além de higiene das mãos antes e depois do contato. Quando houver risco de contato com secreções, o uso de luvas e avental também entra na rotina de proteção. Já a máscara cirúrgica comum não substitui a respiratória nesse cenário, porque ela protege mais contra gotículas grandes e não contra partículas aerossolizadas tão bem quanto a N95. Em hospital, isso faz toda a diferença - o bacilo da tuberculose adora viajar no ar sem pedir licença. A lógica das precauções é simples: tuberculose pulmonar ativa pede precaução por aerossóis, idealmente em quarto privativo e, se disponível, com pressão negativa. A higienização das mãos continua obrigatória, como em qualquer assistência, porque evita a transmissão de outros microrganismos e protege o paciente e a equipe. Por isso, a alternativa A está correta: ela reúne o uso de N95 ou equivalente e a higiene das mãos, além de avental e luvas como barreiras adicionais quando houver contato assistencial. Em provas, o ponto-chave é não confundir tuberculose com precaução de contato. Aqui o foco é respiratório/aerossóis, e a banca costuma cobrar exatamente essa distinção.