Um trabalhador foi atendido no serviço médico de uma organização com suspeita de intoxicação por benzodiazepínicos. Nesse caso, assinale a opção que apresenta o antidoto indicado para reverter os efeitos desse medicamento.
- A)Atropina
Atropina é antídoto para intoxicações colinérgicas, como organofosforados, não para benzodiazepínicos.
- B)Glucagon
Glucagon é usado principalmente em intoxicação por beta-bloqueadores e, em alguns casos, por bloqueadores de canal de cálcio, não para benzodiazepínicos.
- C)Flumazenil
Flumazenil é o antagonista dos receptores benzodiazepínicos e pode reverter seus efeitos em casos selecionados de intoxicação.
- D)Naloxona
Naloxona reverte intoxicação por opioides, não por benzodiazepínicos.
- E)Nitrato de sódio
Nitrato de sódio não é antídoto para benzodiazepínicos e não tem essa indicação clínica.
Gabarito: C
Na suspeita de intoxicação por benzodiazepínicos, o ponto principal é lembrar que o tratamento inicial costuma ser de suporte: proteger via aérea, monitorar respiração, pressão e nível de consciência. Esses medicamentos deprimem o sistema nervoso central, causando sonolência, fala arrastada, ataxia e, em casos mais graves, rebaixamento importante do sensório. Quando se pensa em antídoto, o nome clássico é o flumazenil, que age como antagonista competitivo no receptor GABA-A, revertendo os efeitos dos benzodiazepínicos. Ele pode ser muito útil em situações selecionadas, especialmente em intoxicação isolada e com risco bem avaliado. Mas atenção: não é um remédio para sair usando em todo mundo, porque pode precipitar convulsões, sobretudo em usuários crônicos ou em intoxicações mistas. Em provas, a lógica é simples: benzodiazepínico pede flumazenil; opioide pede naloxona. Essa associação ajuda muito quando a banca tenta misturar sedação, coma e overdose em uma mesma sopa de letras. Aqui, portanto, o gabarito é a alternativa C, porque flumazenil é o antagonista indicado para reverter os efeitos dos benzodiazepínicos. Como reforço prático: sempre que houver suspeita de intoxicação, a prioridade é estabilização clínica. O antídoto é um recurso adicional, não substitui a abordagem de suporte.