Durante a administração de oxigenoterapia em um paciente com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), o técnico de enfermagem deve estar atento a diversos fatores para garantir a eficácia do tratamento e evitar complicações. Para garantir uma prática segura e adequada nesse tipo de cuidado, o técnico de enfermagem deve
- A)ajustar o fluxo de oxigênio a 10 L/min para todos os pacientes, independentemente da prescrição médica, para garantir a oxigenação adequada.
Errada, porque o fluxo de oxigênio não deve ser padronizado em 10 L/min para todos os pacientes e sempre depende de prescrição e avaliação clínica.
- B)monitorar sinais de hipoventilação em pacientes com DPOC e utilizar baixo fluxo de oxigênio, conforme prescrição médica.
Certa, porque em DPOC deve-se monitorar hipoventilação e administrar oxigênio em baixo fluxo, conforme prescrição, para evitar retenção de CO2.
- C)substituir a máscara de Venturi por uma máscara simples para aumentar a concentração de oxigênio quando necessário.
Errada, porque a máscara de Venturi é justamente útil para oferecer concentração controlada de oxigênio, não deve ser trocada de forma indiscriminada por máscara simples.
- D)interromper imediatamente a oxigenoterapia se o paciente relatar sensação de desconforto ao usar a máscara.
Errada, porque desconforto com a máscara exige avaliação, ajuste e orientação, e não interrupção imediata da oxigenoterapia sem análise do quadro.
- E)utilizar oxigenoterapia contínua em pacientes com saturação acima de 95%, mesmo na ausência de prescrição, para prevenir hipóxia.
Errada, porque saturação acima de 95% não justifica oxigenoterapia contínua sem prescrição, e excesso de oxigênio pode ser prejudicial em pacientes com DPOC.
Gabarito: B
Na oxigenoterapia do paciente com DPOC, o ponto principal é simples: oxigênio ajuda, mas em excesso pode atrapalhar. Esses pacientes podem reter CO2 com mais facilidade, então a equipe deve usar baixo fluxo e acompanhar de perto sinais de hipoventilação, rebaixamento do nível de consciência e queda da ventilação. Nada de inventar fluxo alto por conta própria, porque em oxigenoterapia a regra é prescrição e monitorização, não improviso. Por isso, a conduta mais segura é observar o paciente e administrar o oxigênio conforme prescrição médica, geralmente em baixas concentrações, como orienta a prática clínica para DPOC. A ideia é manter a oxigenação adequada sem provocar piora da retenção de CO2. Em geral, a meta é evitar hiperoxigenação desnecessária e acompanhar saturação, esforço respiratório e sinais clínicos. A letra B está correta porque une os dois cuidados centrais nesse cenário: monitorar sinais de hipoventilação e usar baixo fluxo de oxigênio conforme prescrição. Isso está alinhado com a assistência de enfermagem segura e com a lógica do cuidado ao paciente com DPOC, em que o excesso de oxigênio pode ser prejudicial. Na prática, pense assim: em DPOC, oxigênio não é para "abrir tudo"; é para ajustar com cautela. A enfermagem precisa observar, registrar e comunicar alterações, especialmente se surgirem sonolência, dispneia piorando ou queda da saturação apesar da terapia.