Durante a assistência a um paciente queimado, o enfermeiro identificou sinais de infecção nas lesões. A alternativa que corresponde a um desses sinais é:
- A)aumento da quantidade de exsudato seroso em queimaduras de segundo grau;
Errada, porque aumento de exsudato seroso isoladamente pode ocorrer na cicatrização e não é, sozinho, sinal típico e específico de infecção.
- B)descolamento precoce da escara seca e transformação em escara úmida;
Certa, porque a escara seca que se descola precocemente e se torna úmida sugere colonização/infeção da ferida por degradação do tecido necrosado.
- C)presença de escaras necróticas e formação de crostas em queimaduras de terceiro grau;
Errada, porque escara necrótica e crostas são achados esperados em queimaduras profundas, não um sinal específico de infecção.
- D)dor intensa e constante, sem alívio com analgésicos, em queimaduras de segundo grau;
Errada, porque dor intensa pode ocorrer em queimaduras de segundo grau sem infecção; a questão pede um sinal mais característico de infecção na lesão.
- E)borda eritematosa bem definida e presença de exsudato claro e espesso ao redor da queimadura.
Errada, porque borda eritematosa e exsudato claro e espesso não definem de forma típica infecção em queimaduras, faltando um conjunto mais compatível com piora infecciosa.
Gabarito: B
Em queimaduras, o enfermeiro precisa vigiar sinais de infecção local e sistêmica, porque a pele perdeu sua função de barreira e a ferida vira uma porta aberta para microrganismos. Na prática, alguns achados chamam atenção: aumento de exsudato, mudança de aspecto da lesão, odor, maior dor, calor local, edema e, em casos mais avançados, secreção purulenta e piora do tecido morto. Um ponto clássico é a escara. A escara seca costuma ser mais firme e aderida; quando a ferida infecta, ela pode ficar mais úmida, amolecer e até se desprender precocemente. Isso acontece porque a infecção favorece degradação do tecido necrosado e aumento de umidade na área lesada. Por isso, a alternativa B está correta: o descolamento precoce da escara seca e sua transformação em escara úmida é um sinal compatível com infecção da queimadura. Em provas, a banca gosta de cobrar essa ideia de que o tecido necrótico deixa de ser apenas seco e “parado” e passa a mostrar alteração por ação infecciosa. Na assistência, a conduta de enfermagem inclui observar e registrar essas mudanças, comunicar a equipe e seguir rigorosamente o cuidado com curativos e técnica asséptica. Em queimados, prevenção de infecção é parte do básico bem feito, aquele detalhe que salva tempo, pele e problema.