O traumatismo cranioencefálico pode provocar condições que variam desde uma concussão leve até o coma e a morte. Sua forma mais grave é conhecida como lesão cerebral traumática (LCT). As causas mais comuns de LCT são as quedas, os acidentes com veículos motorizados, a colisão de objetos e os assaltos. Sobre a assistência do enfermeiro ao paciente com traumatismo cranioencefálico, é correto afirmar que
- A)uma leitura da Escala de Coma de Glasgow entre 3 e 8 é considerada como indicativa de traumatismo cranioencefálico grave, sendo recomendada a intubação orotraqueal.
Correta: Glasgow entre 3 e 8 indica TCE grave e, em geral, justifica intubação orotraqueal para proteção da via aérea.
- B)a Escala de Coma de RASS serve de guia para avaliar o nível de consciência do paciente com base em três critérios: abertura dos olhos, respostas verbais e respostas motoras.
Errada: RASS avalia sedação/agitação e não utiliza abertura ocular, resposta verbal e motora.
- C)a Escala de Coma de Ramsay serve de guia para avaliar o nível de consciência do paciente com base em três critérios: abertura dos olhos, respostas verbais e respostas motoras.
Errada: a escala de Ramsay também avalia sedação, não sendo baseada nos três critérios da Glasgow.
- D)na Escala de Coma de Glasgow, para avaliar o nível de consciência do paciente, um escore de 15 é menos responsivo, enquanto um escore de 3 é mais responsivo.
Errada: na Glasgow, 15 é o melhor nível de consciência e 3 é o pior, ou seja, a frase inverte a interpretação.
- E)na Escala de Coma de RASS, para avaliar o nível de consciência do paciente, um escore de 15 é menos responsivo, enquanto um escore de 3 é mais responsivo.
Errada: a RASS não vai de 3 a 15; sua pontuação vai de -5 a +4, com 0 indicando alerta e calmo.
Gabarito: A
No traumatismo cranioencefálico, o enfermeiro precisa reconhecer rapidamente o grau de rebaixamento neurológico, porque isso muda a prioridade do cuidado e até a via aérea. A Escala de Coma de Glasgow é a ferramenta clássica para isso: ela avalia abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, com escore de 3 a 15. Quanto menor o escore, pior o nível de consciência. Por isso, um Glasgow entre 3 e 8 indica traumatismo cranioencefálico grave, situação em que a proteção da via aérea costuma ser necessária, incluindo a intubação orotraqueal. É uma regra muito cobrada em UTI e emergência, porque paciente com consciência muito comprometida não protege adequadamente a própria via aérea nem garante ventilação segura. Já RASS e Ramsay são escalas de sedação/agitação, não de coma pelo modelo da Glasgow. A banca explora justamente essa troca de nomes e funções: se a escala mede sedação, não é a que usa olhos, fala e motricidade; se usa esses três itens, é Glasgow. Portanto, a alternativa A está correta porque descreve adequadamente a gravidade do TCE e a conduta esperada de proteção de via aérea.