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Enfermagem · FGV · 2025

Questão comentada de Enfermagem

O traumatismo cranioencefálico pode provocar condições que variam desde uma concussão leve até o coma e a morte. Sua forma mais grave é conhecida como lesão cerebral traumática (LCT). As causas mais comuns de LCT são as quedas, os acidentes com veículos motorizados, a colisão de objetos e os assaltos. Sobre a assistência do enfermeiro ao paciente com traumatismo cranioencefálico, é correto afirmar que

Gabarito: A

No traumatismo cranioencefálico, o enfermeiro precisa reconhecer rapidamente o grau de rebaixamento neurológico, porque isso muda a prioridade do cuidado e até a via aérea. A Escala de Coma de Glasgow é a ferramenta clássica para isso: ela avalia abertura ocular, resposta verbal e resposta motora, com escore de 3 a 15. Quanto menor o escore, pior o nível de consciência. Por isso, um Glasgow entre 3 e 8 indica traumatismo cranioencefálico grave, situação em que a proteção da via aérea costuma ser necessária, incluindo a intubação orotraqueal. É uma regra muito cobrada em UTI e emergência, porque paciente com consciência muito comprometida não protege adequadamente a própria via aérea nem garante ventilação segura. Já RASS e Ramsay são escalas de sedação/agitação, não de coma pelo modelo da Glasgow. A banca explora justamente essa troca de nomes e funções: se a escala mede sedação, não é a que usa olhos, fala e motricidade; se usa esses três itens, é Glasgow. Portanto, a alternativa A está correta porque descreve adequadamente a gravidade do TCE e a conduta esperada de proteção de via aérea.

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