Um dos cuidados recomendados nos pós–PCR de um paciente adulto, vítima de parada cardiorrespiratória, visa evitar a ocorrência de hiperoxia ou hipoxemia. Nesse sentido, deve-se manter uma saturação periférica de oxigênio entre
- A)90 e 95%.
Errada, porque 90% a 95% fica baixa demais para o objetivo de evitar hipoxemia no pós-PCR.
- B)91 e 96%.
Errada, porque 91% a 96% ainda não corresponde à faixa recomendada na assistência pós-parada.
- C)92 e 98%.
Certa, porque a saturação periférica de oxigênio deve ser mantida entre 92% e 98% no pós-PCR para evitar hipoxemia e hiperoxia.
- D)95 e 99%.
Errada, porque 95% a 99% já tende a favorecer hiperoxia e ultrapassa o limite superior esperado.
- E)98 e 100%.
Errada, porque 98% a 100% é oxigenação excessiva e aumenta o risco de hiperoxia.
Gabarito: C
No pós-PCR, o objetivo é ajustar a oxigenação com cuidado, sem deixar o paciente nem com pouco oxigênio nem com oxigênio demais. Isso importa porque tanto a hipoxemia quanto a hiperoxia podem piorar o cérebro e o coração depois da parada, justamente quando o organismo está mais sensível. Na prática, a monitorização da oximetria de pulso ajuda a guiar o uso de oxigênio suplementar. A ideia é manter uma saturação periférica em faixa segura, evitando excesso desnecessário de O2, que pode gerar vasoconstrição e estresse oxidativo, e também evitando queda da oxigenação. Por isso, o gabarito é a alternativa C: 92% a 98%. Essa faixa é a recomendada para o paciente adulto no pós-parada, porque equilibra a prevenção de hipoxemia e hiperoxia. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente esse ponto como cuidado de enfermagem na assistência pós-PCR. Resumo de memória: no pós-PCR, oxigênio sim, mas sem exagero. Nem ar rarefeito demais, nem oxigênio em excesso.