Um dos recursos de proteção contra infecções é a imunização por meio de vacinas. No Brasil, o Ministério da Saúde disponibiliza uma ampla cartela de imunizantes pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). Ao receber as pessoas na sala de vacina, o profissional precisa estar atento ao calendário e à caderneta e/ou ao cartão de vacinação do usuário, para que possa avaliar corretamente quais vacinas e doses devem ser administradas. Nesse sentido, na avaliação da administração da vacina rotavírus humano G1P [8] (atenuada) – VRH, para uma criança com quatro meses de idade, é correto afirmar que
- A)essa criança pode tomar a 2ª dose da vacina, pois na avaliação da caderneta verificou-se que ela tomou a 1ª dose aos dois meses de idade.
Certa, porque aos 4 meses a criança pode receber a 2ª dose da vacina rotavírus, se a 1ª foi aplicada aos 2 meses.
- B)se, na administração da 2ª dose, a criança cuspir, será necessário reaplicar a dose.
Errada, porque não se recomenda repetir a dose apenas por cuspir ou regurgitar após a administração oral da vacina.
- C)essa vacina é a única que pode ser administrada diante de quadro agudo de gastroenterite, pois ela atua para a resolução desse tipo de quadro.
Errada, porque a vacina não trata gastroenterite aguda e não é indicada como recurso terapêutico desse quadro.
- D)essa vacina só pode ser administrada a partir dos seis meses de idade.
Errada, porque a vacina rotavírus é iniciada aos 2 meses, e não apenas a partir dos 6 meses.
- E)essa vacina não faz parte do calendário, sendo administrada apenas quando há surtos.
Errada, porque essa vacina integra a rotina do PNI e não é destinada somente a situações de surto.
Gabarito: A
A vacina rotavírus humano G1P[8] (atenuada) faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do PNI e é administrada por via oral, em duas doses, normalmente aos 2 e 4 meses de idade. O ponto mais cobrado é o esquema: se a criança tomou a 1ª dose aos 2 meses, aos 4 meses ela já pode receber a 2ª dose, desde que esteja dentro da faixa etária prevista no calendário do Ministério da Saúde. O gabarito é a letra A porque está exatamente de acordo com essa lógica: a criança com 4 meses e com a 1ª dose aplicada aos 2 meses está no momento correto para a 2ª dose. Em provas, a FGV gosta de testar se você sabe que vacina não é "qualquer hora"; existe idade certa, intervalo certo e limite de aplicação. Um detalhe prático importante: para rotavírus, não se deve sair reaplicando dose porque a criança cuspiu ou regurgitou. E também não é vacina para tratar gastroenterite aguda, muito menos para ser deixada só para surtos. Ela é preventiva, como o nome já entrega. O Ministério da Saúde orienta seguir o Calendário Nacional de Vacinação e os manuais do PNI para conferir idade, intervalo e contraindicações.