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Enfermagem · FGV · 2025

Questão comentada de Enfermagem

Uma paciente adulta, 25 anos, internada em uma unidade de saúde para tratamento de colecistite aguda, apresentou dor abdominal insidiosa com piora progressiva em hipocôndrio direito, acompanhada de sinais sistêmicos como febre, náuseas e vômitos. Após exame clínico e laboratorial, suspeitou-se de abdômen agudo. O quadro clínico apresentado e as características da dor são sugestivos de abdômen:

Gabarito: D

O abdômen agudo é um quadro de dor abdominal intensa que costuma indicar uma causa que exige avaliação rápida, porque pode evoluir com complicações importantes. A sacada aqui é observar o jeito da dor, os sintomas associados e o local predominante. Em colecistite aguda, a dor geralmente começa de forma progressiva, fica mais forte no hipocôndrio direito e vem acompanhada de febre, náuseas e vômitos. Esse conjunto aponta para um processo inflamatório, e não para sangramento, perfuração ou obstrução. No abdômen agudo inflamatório, a dor costuma ser insidiosa, contínua e com piora progressiva, exatamente como no enunciado. É muito comum haver sinais sistêmicos, como febre e mal-estar, além de náuseas e vômitos. A colecistite aguda é um exemplo clássico dessa categoria, junto com apendicite e diverticulite. O corpo praticamente avisa: “tem inflamação aqui”. Já nos quadros obstrutivos, a dor tende a vir em cólicas, com distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes. Nos perfurativos, a dor é mais súbita e dramática, com sinais de irritação peritoneal. Nos vasculares, a dor costuma ser muito intensa e desproporcional ao exame físico. E nos hemorrágicos, o foco é a perda de sangue e sinais de instabilidade hemodinâmica. Por isso, o gabarito é a letra D. O quadro descrito encaixa perfeitamente em abdômen agudo inflamatório, especialmente por causa da dor progressiva em hipocôndrio direito associada a febre, náuseas e vômitos, que são achados bem típicos da colecistite aguda.

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